18 de setembro, 2014 - Belém

Números mostram carência de goleadores nos times do Pará


Foto: Akira Onuma

Números mostram carência de goleadores nos times do Pará

O Pará já fez seis artilheiros no campeonato brasileiro. O primeiro foi Rubilota, do Remo, em 1971, com apenas quatro gols, na segunda divisão. O segundo, também foi Remo, foi Dadinho, em 1984, com seis gols na Copa CBF, correspondente à segunda divisão. No ano seguinte, Paulo César, pela Tuna, com seis gols, empatado com Guilherme do Figueirense/SC, na Taça de Prata (segunda divisão). Em 1991, Cacaio, do Paysandu, com 14 gols, na Serie B (segunda divisão). Em 2009 foi a vez de Michel, do São Raimundo, com 10 gols, na Série D (quarta divisão). Em 2010, Bruno Rangel, do Paysandu, com 8 gols, na Série C. Este ano a produtividade dos atacantes paraenses está tão tímida quanto nas três últimas temporadas.

Aleílson, do Águia, está na quarta posição da artilharia da Série C, com seis gols. No Paysandu o mais produtivo é Ruan, com três gols, apesar do longo período em tratamento médico. Na Série D, Leandro Cearense, do Remo, tem três gols, enquanto os principais artilheiros (Rafael, do São Raimundo/RR, e Ricardo Lopes, do Globo/RN) têm seis. Curiosamente, no site da CBF, constam três gols também para Michel Schmoller, embora o volante azulino só tenha feito dois gols. Os números acusam a carência de goleadores no Remo, Paysandu e Águia. Mas, a rigor, a carência é geral nos 61 times das séries C e D. Menos mal!

É agora ou nunca

É animadora a postura dos dirigentes Alberto Maia (Paysandu) e Marco Antônio Pina (Remo) na questão da segurança. Por serem advogados, ambos tratam com maior compreensão as questões do Estatuto do Torcedor junto ao Ministério Público, de onde partem os elogios. Felizmente, essa relação promissora dos clubes com o MP coincide com a fase mais crítica da relação dos clubes com as torcidas organizadas brigonas. Papão e Leão não têm alternativa. Ou se unem às instituições no combate ao vandalismo nos estádios ou pagam a conta. O preço da má vontade ao longo dos anos chegou muito alto para os dois clubes. A reação é agora ou nunca!

Impacto no Sócio Torcedor

Na edição de ontem, a coluna mostrou o impacto das punições impostas pelo STJD nas bilheterias de Remo e Paysandu. Até agora o Leão Azul só lucrou R$ 54.831,00 nos borderôs da Série D. Um saldo que não cobriu os custos dos quatro jogos em Bragança. O Papão lucrou R$ 418.805,00 em três jogos com público na Série C. Esses números, tão tímidos para o potencial dos dois clubes, refletem o impacto do vandalismo de “torcedores”. Hoje a coluna mostra a extensão desse impacto no programa Sócio Torcedor, onde o prejuízo é muito maior.

Como agravante, as obras no Mangueirão e Curuzu impediram o Paysandu de jogar em Belém contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, em mais uma perda de faturamento para o clube e de retorno ao investimento dos sócios torcedores. O Papão chegou a ter uma perda de 70% da receita do programa, por inadimplência. Ao voltar a jogar em casa, o clube inverteu os números, passado a receber as mensal idades de 70% dos 7.000 adeptos. No Remo a inadimplência está em 50%. Ou seja, 1.700 estão pagando e os outros 1.700 sócios torcedores suspenderam o pagamento mensal. Obra dos vândalos!

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