29 de abril, 2014 - Belém

'Matar ou morrer' hoje entre Paysandu e São Francisco


São Francisco x Paysandu em legítimo “mata mata”

Um jogo hoje e o outro nove dias depois. No duplo duelo de São Francisco x Paysandu, o campeonato vai terminar para um dos dois. Legítimo “mata mata”, cujo sobrevivente irá à decisão do 2º turno. O Papão só precisa de dois empates, ou vitória e derrota pela mesma margem, para se classificar à decisão do turno. O São Francisco precisa vencer não só para vir a Belém com a vantagem do empate, mas também para manter suas possibilidades de acesso à Copa do Brasil e à Copa Verde. Afinal, nessa concorrência o Independente de Tucuruí está cinco pontos à frente do clube santareno na classificação geral do campeonato.

Precisando de um título para coroar os festejos do centenário, dias depois de perder a Copa Verde, o Paysandu investe tudo na conquista do título estadual, embora a prioridade estabelecida seja o acesso à Série B. Ser bicampeão paraense este ano é mais do que enriquecer a galeria com o 46º título estadual. Significa a glorificação do clube no aniversário dos 100 anos. O São Francisco é o obstáculo da hora.

Números mostram soberania bicolor

De 1998 a 2014, o campeonato estadual teve 13 confrontos entre Paysandu e São Francisco. O retrospecto mostra soberania do Papão, com sete vitórias (5 x 1, 2 x 1, 4 x 0, 2 x 0, 6 x 1, 2 x 0, 6 x 0), quatro empates (1 x 1, 1 x 1, 2 x 2, 1 x 1) e duas vitórias do Leão santareno (2 x 1, 3 x 0).

Além de ser mais time, o Papão está em pleno ritmo de competição, enquanto o São Francisco não joga há duas semanas e nesse período teve os treinamentos prejudicados por lesões. O time santareno está desfalcado, mas aguerrido, determinado a pressionar os bicolores pela vitória. O jogo promete!

Mesmo de um jeito torto e condenável, foi uma reação

Vandalismo, disparo de rojões e até ameaças de morte. O que foi feito por dezenas de “torcedores” remistas, sábado, é absolutamente condenável. Caberia protesto, sim, mas não da forma como aconteceu. Contudo, não deixou de ser uma reação ao descaso de alguns “profissionais” do Remo com a causa do clube, como vem sendo notado desde o início da temporada. Como escrevi na semana passada, o Leão vinha sendo refém dos “imexíveis”, jogadores improdutivos que pareciam ter lugar cativo no time e que exageram na inércia em Tucuruí.

Seguramente, o Remo é o clube mais estressado do país, tal o acúmulo de frustrações e a impaciência dos torcedores. Quem veste a camisa azulina, precisa ter consciência do terreno em que pisa. Principalmente quem está entre os maiores salários. Tratar o clube com descaso é insultar a torcida. Isso serve para reflexão de jogadores e para quem mais trabalha no Baenão, seja profissional ou abnegado. A torcida aceita resultado negativo, desde que haja luta. Isso foi claro no Re-Pa em que o Leão se despediu da Copa Verde. Apesar de eliminado pelo rival, o time saiu de campo aplaudido, no Mangueirão, num reconhecimento ao esforço dos atletas.

Quinta-feira, mesmo que não vença o Independente por três gols de diferença, como precisa, o time azulino deverá ter o mesmo reconhecimento se suar a camisa. O que a torcida não tolera mais é o descaso dos medalhões e o contágio de outros, como ocorreu em Tucuruí.

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