26 de agosto, 2014 - Belém

Mão e contra-mão nas campanhas de Remo e Paysandu


Mão e contra-mão nas campanhas de Remo e Paysandu

Com 13 pontos na Série C, o Paysandu tem 61% aproveitamento em casa (Castanhal, 11 pontos) e apenas 11% como visitante (Coruripe/AL e Marabá, 2 pontos). Ao contrário do rival, o Remo, com 8 pontos na Série D, tem somente 16% de aproveitamento em casa (Bragança, 1 ponto) e 77% como visitante (Teresina, Porto Nacional e Sobral, 7 pontos). Quem está na mão e quem está na contra-mão? Isso por ponta do seu ponto de vista. O fato é que são dois casos de instabilidade. E vale a pena refletir sobre as causas. O Paysandu ainda não encaixou um serviço completo de marcação. Os atacantes e meias precisam trabalhar mais no primeiro combate. Zagueiros e volantes adversários têm muito espaço para iniciar jogadas. O reflexo está nos 13 gols tomados em 12 jogos e o saldo negativo de um gol. Em casa o Papão ainda consegue se impor, até pela pré-disposição dos adversários a jogar recuados. A exceção foi o Fortaleza, que venceu no Mangueirão por 2 x 1. O Remo fez queixas justas pelas condições adversas do gramado do Diogão para justificar os maus resultados diante de Moto Club e Guarany de Sobral. Mas a equipe tem mostrado um falha estrutural no meio de campo, com os meias muito avançados, implicando em má marcação. Questão para Roberto Fernandes resolver.

Curuzu, o começo de nova era

A reabertura da Curuzu, depois de uma reforma que corrige velhas deficiências, principalmente de gramado, tem uma importância emblemática para o futebol paraense, como também foi o caso da reabertura do Baenão, mesmo com obras pendentes. Está se amenizando a defasagem dos nossos principais estádios.  próximo ganho do futebol regional será o Mangueirão com novo gramado, novo sistema de vigilância eletrônica e novo sistema de catracas. Obras estão em andamento no Colosso do Tapajós, em Santarém, e no novo estádio de Marabá. Castanhal já teve projeto aprovado em Brasília para reforma do Modelão e só depende da liberação da verba. E assim, passo a passo, o Pará caminha timidamente para uma nova era na infraestrutura do futebol.

Leão e Papão juntos em causa nobre

Campanha nacional de conscientização contra a exploração do trabalho infantil. O projeto do Tribunal Superior do Trabalho é executado pelos tribunais regionais. No Pará, o TRT tem a adesão de Remo e Paysandu, que vão funcionar como veículos de comunicação para a mensagem. Sábado, antes do jogo Paysandu x Salgueiro, na Curuzu, uma equipe de 10 juízes do trabalho e assessores vai promover a primeira ação educativa. O convênio dos dois clubes com o TRT será assinado na próxima sexta-feira. É o primeiro caso no país de clubes rivais integrados à campanha do TST, que no Pará e Amapá é coordenada pelas juízas Vanilda Malcher (2ª Vara) e Maria Zuíla Dutra (5ª Vara). No Brasil, há mais de cinco milhões de crianças e adolescentes trabalhando. No Pará, esse quantitativo passa de 180 mil (13,63% da faixa etária), conforme dados do Dieese divulgados em junho de 2013. Nos últimos 10 anos a exploração criminosa dessa mão de obra no Pará aumentou 0,27%.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!