14 de novembro, 2014 - Belém

Macaé e Paysandu se enfrentam como velhos conhecidos


Macaé e Paysandu, como se fossem íntimos

Os finalistas da Série C só tiveram contato direto nos dois jogos de 2012, mas se reencontram como se fossem íntimos. Por quê? Pelo estudo minucioso que um fez do outro, no trabalho dos técnicos Josué Teixeira, Mazola Júnior e auxiliares. O equilíbrio de forças e as semelhanças táticas entre as equipes sugerem que o título será decidido nos detalhes. Por isso a importância de tanta prevenção. 

Amanhã, como visitante, o Paysandu deverá ser mais fiel do que nunca ao plano tático que vem dando certo, marcando em bloco e contra-atacando. O Macaé também joga assim, mas como dono da casa deverá tomar as iniciativas de ataque. Um dado animador para o time paraense é a performance do sistema defensivo. Nos últimos cinco jogos, a partir de Catalão, o Paysandu tomou apenas três gols. Isso expressa a consistência, que estará à prova amanhã, não só por conta do trio de zaga com Charles, Fernando Lombardi e Pablo, ou da dupla de volantes com Augusto Recife e Zé Antônio, mas da participação efetiva de todos os atletas. Os atacantes Ruan e Bruno Veiga, por exemplo, têm sido muito esforçados e competentes na primeira marcação. Taticamente, eles vêm sendo fundamentais nessas funções.  

        

Goiás planeja levar R$ 1 milhão de Belém        

“Minha intenção é que tenhamos um lucro de um milhão de reais. Não sei se alcançaremos, mas é a nossa intenção”. A frase é do presidente do Goiás, Sérgio Rassi, referindo-se ao jogo que o Goiás fará em Belém, na próxima quarta-feira, contra o Corinthians, pela Série A. A venda de ingressos (50 reais a arquibancada e 100 reais a cadeira) está fluindo com sucesso, segundo a empresa Ingresso Fácil, alimentando a expectativa de público acima de 25 mil pagantes.

Em 17 mandos nesta Série A, o Goiás vendeu apenas 106 mil ingressos, apesar da razoável campanha (10º lugar). A média goiana, de 6.235 pagantes por jogo, é inferior à média obtida pelo Remo na Série D (6.495) e menos da metade da média do Paysandu na Série C (13.114). Esses dados remetem a uma constatação. No Pará, ao contrário de Goiás, a clientela do futebol supera o valor dos produtos. Isso nos leva a imaginar em que estágio estariam Papão e Leão se tivessem passado pelas gestões que alavancaram o Goiás e outros clubes médios do país, igualmente sólidos.

Com quem o Leão vai concorrer em 2015?

Além do Cametá, Paragominas, Independente e São Francisco, já garantidos no Parazão 2015, mais três ou quatro clubes da atual seletiva vão concorrer com o Remo pela única vaga paraense na Série D. Serão “três ou quatro”, dependendo do Águia. É que o clube marabaense já tem vaga na Série C e se subir à elite regional estará fora da disputa pela 4ª divisão nacional. De qualquer forma, a concorrência já cresceu na ampliação do campeonato estadual de 8 para 10 clubes, que (acredite!) foi apoiada pelo Remo.

O Parazão muda de formato em 2015, com a distribuição dos 10 clubes em dois grupos, cujos integrantes vão ter confrontos diretos num turno e enfrentar os integrantes do outro grupo no outro turno. Isso significa que o acesso à Série D pode ficar por conta dos resultados de terceiros. Pode ser um desconforto a mais para o Leão Azul na busca do seu objetivo fundamental no primeiro semestre. 

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