05 de agosto, 2014 - Belém

Leão Azul tem crescimento gradativo


Leão Azul tem crescimento gradativo 

O Remo ainda é um time distante do nível ideal, mas mostra crescimento gradativo na Série D. A vitória sobre o Interporto rendeu crédito para o trabalho de ajuste nas duas próximas semanas, já que o Leão folga na próxima rodada. A folga é oportuna porque vai permitir que Danilo Rios reapareça, Marcinho e Alvinho sejam opções em condições plenas para jogar na quinta rodada, em Bragança, contra o Guarany de Sobral. Roberto Fernandes vai focar em trabalhos táticos, inclusive com ensaio de jogadas em bolas paradas, para elevar os recursos da equipe. O Leão é vice-líder do grupo com a mesma pontuação do Moto Club (cinco) e perde no número de gols marcados, mas já fez dois jogos como visitante, enquanto o Moto só saiu de casa uma vez. Na próxima rodada, domingo, River x Moto, Guarany de Sobral x Interporto.

Augusto Recife, o ponto de equilíbrio

O Paysandu é um time com Augusto Recife (foto) em campo e outro sem ele. A liderança do experiente volante, sempre orientando e cobrando, se reflete em alguma organização de posicionamentos e funções. Isso ficou mais flagrante nos jogos contra Cuiabá e Treze. Em Cuiabá, Augusto Recife se lesionou no primeiro tempo e saiu no intervalo, para a entrada de Ricardo Capanema, quando o placar estava 0 x 0. O time bicolor sentiu tanto que tomou três gols, na derrota por 3 x 2. No Recife, o volante só suportou o primeiro tempo, jogando com dores nas costas, na derrota por 3 x 2 que classificou o Papão na Copa do Brasil. Em Campina Grande, contra o Treze, Augusto Recife nem entrou em campo. Derrota por 3 x 0. Jogou na derrota por 2 x 0 para o Coritiba, em Curitiba, e no empate em 0 x 0 com o Crac, em Castanhal.

Augusto Recife, que completou 31 anos no último domingo, está recuperado do trauma na região lombar. No intervalo do jogo contra o Crac, em entrevista ao repórter Agripino Furtado, o aniversariante foi contundente ao dizer que havia mesmo falta de compromisso de alguns jogadores, confirmando a denúncia de Vica. Contra os goianos, se o Papão não jogou bem, pelo menos foi um time valente. 

Moeda de troca

A CBF chamou as 27 federações estaduais e os 101 clubes das quatro séries nacionais para um encontro, hoje, apresentando como pauta uma decisão sobre projeto olímpico. Conversa fiada. A verdadeira pauta é o Projeto de Lei a ser votado em setembro, pelo Congresso Nacional, sobre refinanciamento das dívidas federais dos clubes num período de 25 anos. No entanto, a pressão do Bom Senso FC (movimento dos atletas profissionais) resulta numa moeda de troca, apresentada pelo governo. É exigida a adesão dos clubes a um grande acordo para punição aos “caloteiros” com rebaixamento nas competições oficiais. Eis aí o nó da questão.

A punição foi pensada para clubes que voltassem a produzir débitos federais. O Bom Senso FC quer a inclusão dos salários entre os débitos que provocariam rebaixamento. Os clubes resistem à ideia. A lei a ser votada em setembro está elaborada também para punição de presidentes de clubes por gestão irresponsável e a exigência de certidões negativas de débito um mês antes de cada competição oficial. Paysandu (Vandick Lima), Águia (Sebastião Ferreira) e FPF (Antônio Carlos Nunes) estarão na reunião da CBF. O Remo será representado pela presidência da FPF, hoje, no Rio de Janeiro.