04 de fevereiro, 2015 - Belém

Independente x Remo, jogo com ares de decisão


Foto: Akira Onuma

Independente x Remo, jogo com ares de decisão

Zé Teodoro deve ter avaliado não só a conduta do time remista diante do Parauapebas, mas também as dimensões do gramado de Tucuruí, para escalar Alberto como terceiro volante, junto com Dadá e Felipe Macena, deslocando Ilaílson para a lateral direita e barrando o meia Fabrício. Como ele disse, a intenção é agrupar mais as peças no meio de campo e dar consistência ao time, além de liberdade para Eduardo Ramos se aproximar mais dos atacantes. O trio de volantes deve dar melhor proteção à inconfiável dupla de zaga e melhor serviço de cobertura pelos lados do campo. Essa providência é importante, considerando-se que o campo de jogo tem 1.011 metros quadrados acima do padrão. São 110 metros de comprimento e 75 de largura, quando o padrão é 105 por 69,3. Do lado do Remo, quem mais deve se favorecer do campo maior é o velocista atacante Rony, desde que seja bem acionado.

Se a nova formatação tática do Remo vai ou não vai dar certo, só o jogo poderá responder. Mas vai depender fundamentalmente da aplicação dos atletas. O jogo ganhou ares de decisão para os remistas, o que significa pressão emocional, sobretudo pelo potencial do Independente.

Papão, de burocrático a proativo

No primeiro jogo oficial, o Papão deu ao comandante Sidney Moraes a melhor resposta que o técnico poderia pretender. O time pecou e se redimiu. Foi burocrático no primeiro tempo, com movimentação restrita, facilitando a marcação do adversário. As cobranças e orientações do comandante, no intervalo, resultaram num time proativo, que intensificou o ritmo no segundo tempo. E ninguém foi mais dinâmico que Pikachu, cuja movimentação desmontou a marcação em diversas ocasiões, principalmente nas diagonais. Ele se ofereceu como opção de passe no ataque, fez gols, carimbou a trave e surgiu no papel de ala com cruzamentos preciosos, com na jogada do gol de Leandro Cearense. Outra peça destacada foi Rogerinho, no papel de criador. Augusto Recife, como sempre, beirou a perfeição. Longe de uma atuação perfeita, o que o Paysandu produziu, entre pecados e virtudes, foi uma demonstração de potencial para evoluir. Se os torcedores estão empolgados pela goleada, Sidney Moraes deve estar apenas mais confiante na evolução. O time tem características físicas e técnicas para se impor no toque de bola. Isso será muito bom em gramados perfeitos, com estava o da Curuzu na segunda-feira, mas poderá ser problemático em gramados ruins, principalmente encharcados. Vejamos como o time bicolor se comportará nos inevitáveis gramados adversos.

Espetáculo fora das quatro linhas

Vídeos do clube no telão, serviço de som cristalino, música, jogo de luz... O que o Paysandu apresentou na Curuzu, segunda-feira, foi um bom começo, para quem se propõe a espetacularizar o evento do futebol. O presidente Alberto Maia já havia antecipado essa intenção ao colunista, antes mesmo de ser eleito, e está cumprindo. É uma quebra de paradigma. Maia está rompendo com conceitos ultrapassados, se arrojando em medidas polêmicas, como o impedimento aos vendedores ambulantes dentro do estádio, onde o atendimento ao público passa a ser de um restaurante. Outras medidas estão engatilhadas e devem provocar mais polêmica.

Com mais de 10 mil sócios torcedores, o Paysandu percebeu a necessidade de qualificar o atendimento e o entretenimento. Isso tudo está em processo desde o ano passado, entrando agora num outro nível, que passa a atingir os vândalos de “torcida organizada”, em nome de um ambiente saudável nos estádios. Esse é o caminho. 

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