14 de agosto, 2014 - Belém

Hoje, finalíssima da Copa Verde no tapetão


Hoje, finalíssima da Copa Verde no tapetão

“Se a decisão for técnica, a vitória é nossa. Agora, se for política, não dá pra garantir”. Palavras do diretor jurídico do Paysandu, Alberto Maia, sobre o julgamento do caso da Copa Verde, hoje, meio-dia, no Pleno do STJD. Na Comissão Disciplinar a ilegalidade de jogadores do Brasília na decisão, em campo, já foi reconhecida. Porém, fatos novos, como a demissão do diretor de registro da CBF, Luis Gustavo, reforçando a ideia de falha operacional no BID em prejuízo do Brasília, acendem o sinal de alerta para possível manobra, por força política. Tanto que o clube candango obteve liminar, retomando a posse do título. Diante disso, a chance de êxito do Papão pode depender de igual influência. Por tudo o que a coluna apurou sobre o processo, o Paysandu está muito bem respaldado de provas documentais da ilegalidade de Igor, Fernando, Índio e Gilmar, que jogaram pelo Brasília na decisão da Copa Verde sem que seus nomes constassem no Boletim Informativo Diário. O quarteto havia prorrogado contrato. A primeira Copa Verde foi sucesso em campo, mas invadiu o tapetão e hoje, no Tribunal, produz as últimas emoções.

E agora, Pikachu?

Mazola Júnior apostou em Yago Pikachu (foto) como meia-atacante, utilizando Djalma como lateral. Nesta volta, além dos dois, Mazola tem também Everton Silva, especialista da lateral direita. E agora? É inegável que Pikachu tornou-se menos decisivo a partir da mudança de função e que não brilhou nem mesmo quando voltou a jogar na lateral. Cabe a Mazola fazer os encaixes para crescimento do time como um todo. E a ideia não deve ser diferente do que já vinha sendo tentado por Vica, com Pikachu e Djalma na dupla função de atacar e marcar pelos lados do campo. Vejamos!

Salários: Remo vira oásis no deserto

Na Série A, a maior crise é do Botafogo-RJ, com atraso de dois meses nos salários e seis meses nos direitos de imagem. Na Série B, o caso mais grave é do Paraná Clube, com três meses de atraso e acenos de greve. Na Série C, o Crac-GO chegou a ameaçar desistir do campeonato, por não poder pagar salários, nem bancar os demais custos. No entanto, deve continuar. Como esses três, vários clubes de todas as séries e regiões do país têm problemas com atraso de salários. O Remo, que nos últimos anos foi “campeão” em falta de pagamento, desta vez funciona como oásis no deserto. Está em dia com os seus profissionais, mesmo sem receita compatível com os custos. Apesar de intrigante, é um mérito fundamental no processo de reabilitação moral do clube. No cenário de descrédito dos clubes brasileiros em geral, o movimento dos atletas profissionais do país (Bom Senso FC) ataca com uma espécie de “ficha limpa”, listando os clubes caloteiros. Assim, alerta a classe para os riscos de calote. Mais que isso, o Bom Senso FC luta nos bastidores políticos para que a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte, a ser votada em outubro ou novembro, na Câmara e no Senado, inclua atraso de salário como motivo de rebaixamento de clubes nas competições oficiais. Por enquanto, o projeto de lei só prevê rebaixamento para clubes que atrasarem pagamento do futuro refinanciamento de dívidas federais.

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