25 de fevereiro, 2015 - Belém

Hoje, a rodada mais esquisita da história do Parazão


Foto: Tarso Sarraf

Hoje, a rodada mais esquisita da história do Parazão

O Campeonato Paraense está na 104ª edição, mas essa é a 101ª com a rivalidade Re-Pa. E nunca houve uma rodada tão esquisita quanto a de hoje, em que Remo e Paysandu entram em campo eliminados do turno, ainda numa fase classificatória. Situação inimaginável. O Papão até que faz um jogo decisivo, mas para o adversário. O Paragominas se classifica se vencer, tomando lugar está com o Cametá. Isso garante a emoção do jogo na Arena Verde. Para o Papão, fundamental é levantar o moral no campeonato, sobretudo pela transição de comando técnico. O Leão precisa da primeira vitória no campeonato para confirmar a ascensão e evitar o extremo vexame de ficar com a “lanterna” do grupo, que está justamente com o adversário, Castanhal. Enfim, nesta rodada a dupla Re-Pa joga pela honra, tão arranhada no Parazão quanto dignificada na Copa Verde.  A rodada do Parazão, hoje, tem ainda Parauapebas x Independente, Tapajós x Gavião Kyikatejê. 

Além de Leão e Papão, quem mais está fracassando?

Se Remo e Paysandu dão vexame no Parazão, outros clubes tradicionais também fracassam nos campeonatos estaduais. O caso mais grave é do Avaí, no catarinense. Disputadas seis rodadas, o Avaí está em posição de rebaixamento. É o penúltimo colocado, com uma vitória, dois empates e três derrotas. Como agravante, corre risco de perder os pontos da única vitória, acusado de utilizar um atleta irregular. Um drama do clube alvi-azul no estadual, três meses depois de subir à Série A do Campeonato Brasileiro.  Outro clube da elite nacional em maus lençóis é o Grêmio, 8º colocado entre os 16 clubes do Gauchão, com 10 pontos em sete jogos.

Do bloco da Série B, o Bahia é o 3º do seu grupo e 8º na classificação geral (12 clubes) do campeonato estadual. Em três jogos contra times do interior, o tricolor teve uma vitória e duas derrotas. O Atlético Goianiense tem seis pontos em seis jogos e ocupa a 4ª posição no grupo, 8ª na classificação geral. Pelo formato do Parazão, Remo e Paysandu sofrem o impacto da eliminação precoce no 1º turno, mas têm a possibilidade de plena reabilitação no 2º turno. Vila Nova em Goiás e Ferroviário no Ceará experimentam este ano a 2ª divisão estadual, amarga experiência vivida pela Tuna Luso no Pará em 2014. O América vive esse drama no campeonato carioca desde 2012, assim como em temporadas anteriores. Outras tradições que já passaram por rebaixamento regional: Bangu (2007/2008) no Rio de Janeiro, CSA (2003 a 2005) em Alagoas, Paraná Clube (2012) e Londrina (1998 e 2010/2011) no Paraná, Guarani (quatro rebaixamentos estaduais, em 2001, 2006, 2009 e 2013) em São Paulo, e Moto Club (2009 a 2003) no Maranhão.     

Verde e branco, as cores do campeonato

Tapajós, Independente e Parauapebas, já classificados à semifinal do turno, são alviverdes. O Paragominas, que se classifica se ganhar do Paysandu, também veste verde e branco. O Cametá, que garante a vaga com empate ou vitória do Papão, veste verde, branco e vermelho. Essa coincidência é uma das distinções do Parazão 2015, um campeonato absolutamente fora dos padrões. Além da paz, que equivale ao branco, e da esperança,  equivalente ao verde, os três clubes já classificados e os dois concorrentes à quarta vaga, têm a luz (incolor) de uma fase especial. Estão iluminados, curtindo uma proeza que só os debutantes Tapajós e o Parauapebas ainda não haviam experimentado. Os dois já chegaram à nata regional fazendo história.

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