26 de fevereiro, 2015 - Belém

Estatística norteia o trabalho de Dado Cavalcanti


Foto: Paula Sampaio

Estatística norteia o trabalho de Dado Cavalcanti

'Jairo Santos, auxiliar de Carlos Alberto Parreira, cronometrou o tempo do jogador com a bola. O Pelé, na Copa de 1970, passava quatro minutos por jogo. Romário, em 1994, 1 minuto e 40 segundos. Um atleta que passa três minutos com a bola, se eu fizer coletivo de 45 minutos, cinco dias na semana, vai pegar a bola 7 minutos e meio. Então eu potencializo isso. Se é atacante, vou trabalhar a especificidade. Se eu vou fazer coletivo, ganho entrosamento, mas nunca vou evoluir tecnicamente'. Com esses argumentos, a partir de revelações estatísticas, Dado Cavalcanti justifica sua opção por treinos curtos e intensos, usuais no futebol europeu. É o que Tite  passou a defender e praticar depois de cursos e estágios na Europa, com ótimos resultados na dinâmica de jogo do Corinthians.

O treino com maior intensidade força os atletas ao raciocínio rápido e aprimoramento em circunstâncias de jogo, principalmente na troca de passes e nos serviços de marcação. O Paysandu tem essas necessidades. E os atletas já podem se preparar para um novo sistema de treinamentos, pautado também em recursos tecnológicos.

Prancheta inteligente, iPad e processamento de imagens

Os técnicos mais modernos não abrem mão de ter na comissão um analista de desempenho, o profissional que opera software no processamento de imagens para relatórios rápidos e precisos, muito usados no intervalo de jogo. Dado Cavalcanti e seu auxiliar Wilton Bezerra fazem o trabalho com um tablet. Nos treinos, o técnico usa uma prancheta virtual, que exibe um campo de futebol estilizado.

Nada disso é garantia de sucesso, mas faz parte dos diferenciais dos técnicos que fazem sucesso no futebol em todo o mundo. São meios de informação ágil e qualificada. No Paysandu, o fisiologista Adriano Lima já faz trabalho de vanguarda explorando recursos tecnológicos, inclusive GPS em jogadores para conferir quilometragem e movimentação em campo. Trata-se de um chip, instalado na chuteira ou no calção.

Uma coisa é certa. Para ter êxito no Papão, Dado Cavalcanti vai precisar despertar lideranças no elenco bicolor. Por enquanto, o único jogador que expressou esse perfil foi Augusto Recife, mas timidamente.  

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