23 de setembro, 2014 - Belém

Emoção fala mais alto na instabilidade do Leão


Emoção fala mais alto na instabilidade do Leão

Foi recorrente a oscilação de rendimento do Remo na primeira fase da Série D. Geralmente, bom futebol nos primeiros 10 minutos e “apagão” em seguida, com superação em alguns casos e vexame em outros. Instável , o Leão foi surpreendente para cima e para baixo. Tornou dramáticos jogos que pareciam fáceis, assim como foi capaz de resolver seus dramas, a ponto de se classificar logo na penúltima rodada. No Remo a emoção fala mais alto que as valências técnicas e táticas. O time é imprevisível sob pressão. Às vezes cresce, às vezes murcha, em qualquer gramado, em qualquer circunstância. A insegurança dos atletas mais jovens é também dos mais rodados. Que Leão veremos domingo, no novo gramado do Mangueirão? O jogo contra o Brasiliense deve atrair mais de 30 mil remistas ao estádio olímpico. É evidente que a torcida vai empurrar o time. Mas o incentivo terá que ser respondido com garra, atenção e esmero. Caso contrário, a pressão destinada ao adversário se voltará contra o próprio Leão. Sabendo disso, Roberto Fernandes deve colocar acima de tudo a preparação psicológica e priorizar os atletas que reagem melhor à pressão. Afinal, agora é “mata mata”. O campeonato multiplica as emoções para todos. No Remo o fator emocional já está multiplicado naturalmente, por todas as amarguras que o clube viveu nos últimos anos.

Papão, uma questão de calculadora

Para manter as possibilidades matemáticas de classificação, o Paysandu tem que vencer o Treze em Belém e o Crac em Catalão, podendo chegar a 26 pontos. Ocorre que ASA e Cuiabá têm 22, também fora do G4, enquanto Salgueiro, Botafogo e CRB têm 24, na zona de classificação. Nas duas últimas rodadas, o Papão precisa superar três dos cinco concorrentes. Uma questão de calculadora.

Na próxima rodada, além da luta pela vitória sobre o Treze, os bicolores vão “secar” a concorrência nos jogos Salgueiro x CRB, Cuiabá x Águia, ASA x Crac, Botafogo x Fortaleza. A última rodada vai ter o Papão no interior de Goiás contra o rebaixado Crac, e mais: Treze x Salgueiro, CRB x Cuiabá, Fortaleza x ASA, Águia x Botafogo/PB. Enfim, a classificação do Paysandu tornou-se improvável a partir da derrota para o Cuiabá (2 x 1) em plena Curuzu, no último sábado. O time bicolor chegou a flertar com o rebaixamento, chegou a namorar intimamente o G4 e agora parece fadado a cair fora do campeonato.

O perigo de afirmações precipitadas

Fatos ou boatos, comenta-se abertamente que integrantes da antiga Remoçada provocam punição ao Paysandu e da antiga Terror Bicolor causam punição ao Remo. Se não dá para ser “bombeiro” nessa história, que não sejamos “incendiários”. A questão é muito séria. Qualquer denúncia precisa de apuração para virar notícia. Reproduzir boato, nesse caso, é irresponsabilidade.

O que for fato comprovado, deve sim virar notícia. Cabe à Polícia fazer acomprovação, seja nas investigações preventivas ou nas investigações de inquérito. A consequência da boataria é o acirramento de uma rivalidade que virou guerra e nem precisa de “incendiários”. E o preço das irresponsabilidades quem paga são os clubes, no STJD.

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