12 de dezembro, 2014 - Belém

Eleições: o que o Leão Azul pode esperar?


Eleições: o que o Leão Azul pode esperar?

É fácil dizer o que espera pelo vencedor da disputa eleitoral azulina, seja ela quando for, pela fartura e pela complexidade dos problemas do clube. Muito mais importante seria saber o que o Leão Azul pode esperar do presidente a ser eleito nessa disputa. Essa é uma pergunta que cada associado deve fazer a si mesmo antes de votar, considerando o estado crítico do clube. Para ser responsável na urna, o eleitor precisa avaliar não só os candidatos a presidente, mas os grupos que os apoiam, analisar as campanhas e verificar qual das duas chapas é capaz de organizar o clube. Se é que há alguma com essa capacidade! A julgar pelos desafios do eleito, as campanhas são pífias, além de tumultuadas. Nenhum dos grupos amarrou as ideias num projeto formal que indicasse profissionalismo. As picuinhas concorreram com o debate de propostas, como se não bastassem os embaraços jurídicos. Falou-se muito do time de futebol e deu-se pouca atenção a urgências como dívida trabalhista e obras do Baenão. Quem terá dinheiro na mão para desatar os primeiros “nós”? E as eleições extraordinárias, serão amanhã? Terão nova data? Nascerá uma Junta Governativa?

A bagunça das eleições anuladas traduziu bem o Remo da atualidade, com a desorganização como fruto de desleixo e de incompetência. Quem tanto esperou pelas primeiras eleições diretas da história do Remo, acreditando que abririam nova era na vida do clube, deve estar frustrado e confuso, sem a certeza de quando serão essas eleições, agora por conta da Justiça. 

A prática contra o discurso

A conduta na campanha é indicativo da conduta na gestão. Quem conduz a campanha de forma amadora não agirá diferente ao assumir o poder. Pois bem. As duas chapas em disputa no Remo usaram a prática contra o discurso até agora. Em matéria de propostas, a chapa de Pedro Minowa causou melhores impressões, inclusive ao se amparar na consultoria de Nweton Drummond e Edu Persen, da Stadium/RS, para as questões de futebol e marketing. Mas as impressões ficaram comprometidas nos últimos dias por dissintonia e inabilidade escancaradas nas redes sociais. A candidatura de Zeca Pirão não aponta mudanças convincentes, tratando-se de um presidente que ficou devendo em diversos aspectos da sua gestão, inclusive aumentando a dívida trabalhista do clube.

Nas finanças, melhor ano bicolor desde 2003

A temporada 2003 era considerada a mais rica da história do Paysandu, que somente na Copa Libertadores da América faturou R$ 1,8 milhão nas bilheterias, ao vender 147 mil ingressos nos quatro jogos no Mangueirão, contra Cristal (Peru), Cerro Porteño (Paraguai), Universidad Católica (Chile) e Boca Juniors (Argentina). Da Conmebol recebeu de cotas 505 mil dólares. Aquele foi um ano de sucesso financeiro também na Série A. Mas o faturamento líquido total não chegou aos R$ 10 milhões obtidos este ano, não só com o sucesso de bilheteria (quase R$ 6 milhões), mas também do Sócio Torcedor (R$ 2,5 milhões), dos patrocínios e cotas da Copa do Brasil (R$ 2 milhões). O ano mais pródigo das finanças do Papão termina com o estádio da Curuzu revitalizado, academia de musculação, centro de fisioterapia, ônibus e redução do débito trabalhista em aproximadamente 15%. Isso difere 2014 de 2003, quando o clube saiu da Libertadores com a mesma estrutura e só acrescentou riqueza à sua história no futebol.

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