28 de agosto, 2014 - Belém

Deu “uruca” na camisa um do Papão?


Deu “uruca” na camisa um do Papão?

Em duas temporadas e meia, sete casos de lesão de goleiros bicolores, quatro deles resultando em cirurgia. Será que deu urucubaca na camisa um do Papão?

Em 2012, Paulo Wanzeler, Paulo Rafael e Dalton tiveram que ser operados. Ronaldo não se lesionou, mas foi tão infeliz no retorno ao clube que mudou de função, virando treinador de goleiros. Paulo Rafael, que virou pupilo de Ronaldo, já havia sofrido cirurgia no ombro esquerdo em 2009, quando era sub 20, passou por cirurgia semelhante no ombro esquerdo três anos depois. Em 2013 a vítima foi Zé Carlos. Sofreu lesão grave, tratou em Belém com PRP, mas teve que passar por cirurgia este ano, já em sua terra, Santa Catarina. Em 2014, lesão grave de Matheus. E até o recém-chegado Douglas já teve sua passagem pelo departamento médico, a ponto de perder a titularidade para Paulo Rafael. A rigor, dos 10 goleiros que o Paysandu contratou nos últimos três anos, somente Ronaldo, João Ricardo e João Gabriel resistiram à suposta “uruca” da camisa um, sem lesão. E desses três, João Ricardo foi o único caso de sucesso. Foi titular do time que conquistou o acesso à Série B.

L. Cearense, 12 gols na temporada

Em 20 meses no Remo, Leandro Cearense fez 17 gols. Nem merece comparação com o Leandro Cearense do Cametá (2011), que fez 21 gols em cinco meses. Assim mesmo, ele é o maior goleador azulino desde que chegou ao Baenão. Ao fazer dois na vitória sobre o Guarany, em Sobral, Leandro Cearense se isolou como artilheiro do Leão na temporada com 12 gols, dois a mais que Val Barreto. Em cinco anos de carreira profissional, Leandro Cearense tem 73 gols com as camisas do Santa Rosa, Abaeté, Cametá, Vila Nova/GO, Cuiabá, Santa Cruz de Cuiarana e Remo. É um jogador de baixa regularidade, com picos de produtividade, como na reta final do Parazão 2014, quando foi peça fundamental na conquista azulina. Em Sobral, deu sinal de que pode voltar à melhor performance para os jogos decisivos na luta do Leão pelo acesso à Série C 2015.

Um alerta para o Mangueirão

Pelas projeções, o novo gramado do Mangueirão só estará apto para jogos na segunda quinzena de outubro. Se Remo ou Paysandu, ou dois, forem à decisão de acesso, haverá necessidade de antecipação da reabertura do estádio estadual. Isso é um alerta! Na Série D, a decisão ocorre no segundo “mata mata”, previsto para 12 e 19 de outubro. Se o Remo chegar lá, o Mangueirão será indispensável. Na Série C o acesso será decidido logo no primeiro “mata mata”, também dias 12 e 19 de outubro. Seguramente, até lá haverá condições de uso do novo gramado. Antes, o Papão terá a Curuzu para receber Salgueiro, Cuiabá e Treze, e o Leão Azul deverá ter o Baenão para o primeiro “mata mata” da Série D, dia 28 de setembro ou dia 5 de outubro. Contar com o Mangueirão na hipótese de decisão de acesso seria fundamental para qualquer dos clubes, para o público, para a imprensa, para todos, por conforto e segurança. No caso específico dos clubes, mais ainda pela oportunidade de fazer dinheiro e multiplicar a força da torcida. Evidentemente, isso importante também para a Seel.