21 de agosto, 2014 - Belém

Defesa do Papão se redimindo a cada jogo


Foto: Akira Onuma

Defesa do Papão se redimindo a cada jogo

O Paysandu causou espanto ao tomar 11 gols nos seus primeiros quatro jogos depois da Copa do Mundo (três do Cuiabá, três do Sport, três do Treze e dois do Coritiba), mas vem se redimindo. Nos últimos quatro jogos, tomou apenas dois gols (um do Águia e um do Coritiba) e não foi vazado nem por Crac e CRB. Um jogador que simboliza bem essa evolução é o zagueiro Charles (foto). Ele está voltando ao seu melhor rendimento, tanto ao lado de Reniê como na dupla com Fernando Lombardi. Mas a melhora é de todo o sistema defensivo do Papão, a partir das primeiras linhas de marcação até o posicionamento da zaga, principalmente no jogo aéreo. Contudo, essa evolução ainda precisa ser melhor testada. Vejamos como será a conduta no domingo, em Arapiraca, contra o ASA.

Grupo do Leão é o mais equilibrado da Série D

Guarany de Sobral, Moto Club e River empatados com seis pontos, o Remo com cinco e o Interporto com dois. Essa classificação, no fechamento do primeiro giro, faz do grupo remista o mais equilibrado dos oito grupos da Série D. Tanto que só o time cearense conseguiu conquistar duas vitórias, enquanto o Interporto é o único que não venceu. O giro dos jogos de volta começa domingo, com River x Interporto, Guarany x Remo, e termina no dia 21 de setembro com River x Guarany, Moto Club x Remo. Ou seja, o campeonato vai durar apenas mais um mês para quem não se classificar. No caso do Leão Azul essa hipótese é aterrorizante, já que o clube tem uma folha salarial em torno de R$ 350 mil e depende da bilheteria das próximas fases para organizar as finanças. Caso contrário, não terá como bancar as rescisões. A desvantagem de um ponto em relação aos três primeiros colocados é preocupante para os remistas, mas não chega a ser nenhum pesadelo. No entanto, se perder em Sobral, domingo, o Leão Azul já terá grandes perturbações, pelos números e pelo consequente agravamento das pressões. 

Lei Pelé ampara recusa de atletas

“É lícito ao atleta profissional recusar competir por entidade de prática desportiva quando seus salários, no todo ou em parte, estiverem atrasados em dois ou mais meses”. Isso é o que diz o artigo 32 da lei Pelé, tomado como amparo para a atitude dos jogadores do Barueri, que na última sexta-feira se recusaram a jogar contra o Operário/MT, pela Série D. Agora os jogadores do Icasa ameaçam fazer o mesmo, pela mesma razão, amanhã, diante do Vasco, em Juazeiro. Fatalmente, outras equipes vão seguir o exemplo do Barueri, já que são diversos os casos de atraso de salários nas quatro séries do Campeonato Brasileiro. Convenhamos, além de ser legal, não jogar é mais digno do que fazer “corpo mole”, tal como no caso do time do Paysandu na goleada de 9 x 0 para o Paulista, em Jundiaí, na Série B de 2006. A recusa após o segundo mês sem salário serve também para evitar atrasos maiores, como o do Remo na Série B de 2007, que completou seis meses consecutivos de débito. Outra investida dos atletas (movimento Bom Senso FC) contra clubes caloteiros é a luta política, em Brasília, para incluir na Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte o rebaixamento em competições oficiais por atraso de salários.