29 de agosto, 2014 - Belém

Danilo Rios volta mais forte, segundo o fisiologista


Foto: Akira Onuma

Danilo Rios volta mais forte, segundo o fisiologista

No longo trabalho fisioterápico que fez para curar-se das lesões musculares, Danilo Rios (foto) aumentou em dois quilos a massa muscular e ficou bem mais forte, melhorando inclusive a estabilidade, conforme avaliação do fisiologista azulino Erick Cavalcante. Na entrevista à coluna, Erick disse que só o esforço de jogo pode testar as reais condições atletas de Danilo Rios, o que vai acontecer domingo no amistoso contra a Tuna. O prestígio de Danilo Rios na região foi construído com a camisa do Nacional de Manaus, ano passado, depois de uma trajetória que começou na base do Bahia e fluiu no Grêmio, Atlético Mineiro, Vitória, São Caetano e tantos outros clubes. Aos 26 anos, o talentoso meia baiano está devendo ao Remo e a si mesmo a confirmação do prestígio, depois de pífia passagem pelo Fortaleza.

Valtinho e Samuel apontam destaques da Copa Norte

Fechada a primeira fase da Copa Norte sub 20, a coluna tratou de ouvir os técnicos de Remo e Paysandu sobre os principais destaques. No grupo A, o azulino Valter Lima citou os atacantes Caio (São Raimundo/RR) e Welington (Tarumã/AM) e Lucão (Trem/AP), além do volante Rafael (Tarumã). Do time remista, o zagueiro Tsunami e o volante Ameixa. No grupo B, o bicolor Samuel Cândido destacou o zagueiro Anderson (Americano/MA), o lateral esquerdo Matheus (São Francisco/AC) e o atacante Wellington (Comercial/PI), além de um quarteto do Paysandu: os laterais Caio José e Caio Ribeiro, o volante Murilo e o meia Araújo. Um observador da CBF estará em Belém no fim de semana avaliando talentos regionais para a seleção brasileira sub 20.  

Ano passado, como campeão da Copa Norte, o Remo se reforçou para a Copa do Brasil com os destaques das demais equipes. Só um deles, o volante Raí (Santos/AP) foi titular. O campeão deste ano deverá ter o mesmo benefício. E a coluna antecipa os mais visados pelos técnicos de Leão e Papão, semifinalistas com Comercial e Tarumã.

Curuzu: mais que um estádio, uma história

O grande benemérito bicolor Antônio Couceiro diz ter a escritura do estádio e afirma que o Paysandu pagou 15 contos de réis, em 1920, à firma Ferreira & Comandita, primeira proprietária do imóvel. A Curuzu ganhou melhorias gradativas, passando das velhas estruturas de madeira para o atual gigante de concreto. Uma festa especial foi feita em 1973, na inauguração da imponente fachada (lado da avenida Almirante Barroso) e estrutura agora ocupada por cadeiras cativas. Uma obra parcialmente custeada com verba federal, obtida através do então ministro Jarbas Passarinho, conforme registro do Almanaque do Papão, do jornalista Ferreira da Costa. Em 2008 o estádio bicolor ganhou novas arquibancadas e camarotes. No pacote de obras, a revitalização da antiga Casa do Atleta (concentração). Agora a nova revitalização, com vidro temperado no lugar dos antigos alambrados, telão no lugar de um placar eletrônico que não deu certo, e um gramado 40 centímetros mais alto, com sistemas de drenagem e de irrigação. A última troca integral de gramado na Curuzu havia sido feita em 1994, mas abaixo do nível da Almirante Barroso, sem condições adequadas de drenagem. Enfim, ao longo de um século, o gramado da Curuzu nunca foi tão bom, como será constatado no jogo Paysandu x Salgueiro, amanhã.