27 de novembro, 2014 - Belém

Copa Verde volta a júri no STJD


Finalmente, o dia D da Copa Verde

Entre retardamentos, adiamentos e uma suspensão de sessão, a novela jurídica da Copa Verde, protagonizada por Paysandu e Brasília, se arrasta há sete meses. No capítulo mais significativo, até agora, a 1ª Comissão Disciplinar do STJD deu ganho de causa ao Paysandu, no final de julho, reconhecendo ilegalidade dos atletas Gilmar, Índio, Igor e Fernando na decisão da Copa, quando o Brasília venceu por 2 x 1, dia 21 de abril. Hoje, na sessão que vai começar às 9 horas, o Pleno do Tribunal vai julgar o recurso do Brasília. Em setembro, esse julgamento transcorria com dois votos para o Papão e um para o Brasília, quando, estranhamente, a presidência do STJD, suspendeu a sessão, pedindo vistas ao processo.

Considerando-se evidências já reconhecidas pelo STJD no primeiro julgamento, uma liminar obtida pelo Brasília retomando o título e a estranha suspensão do julgamento do Pleno, ficam as impressões de que o Papão tem a base legal e o Brasília tem a base política nessa disputa. A decisão de hoje diz qual dos dois clubes representa o Brasil na Copa Sul-Americana de 2015. E no próximo dia 8 de fevereiro vai começar a segunda Copa Verde, valendo vaga na Sul-Americana de 2016. O Paysandu vai estrear contra o Santos do Amapá, o Remo contra o Rio Branco do Acre e o Independente de Tucuruí contra o Brasília. 

Futebol de base nas plataformas azulinas

Centro de Treinamentos e qualificação do serviço de formação de atletas é proposta comum às duas plataformas eleitorais no Remo. Mas há diferenciais consideráveis. A chapa de Zeca Pirão tem como bandeira o CT a ser construído na área do Mangueirão pelo governo estadual e prefeitura de Belém. Na realidade, dois CTs iguais, um para o Leão e outro para o Papão, em 30 mil metros quadrados, cada, com campos de futebol, vestiário, alojamento, departamento médico, refeitório, academia de musculação e sala de imprensa. Em contrapartida, os clubes vão desenvolver atividades para cerca de 400 jovens carentes, como constará no convênio.

O candidato Pedro Minowa anuncia contrato dele e do vice Henrique Custódio, enquanto pessoas físicas, obtendo o CT do Carajás pelo período de cinco anos, em comodato, para as categorias de base. O contrato é da dupla porque os estatutos não permitem esse compromisso para o clube. A proposta envolve ainda o desenvolvimento de um projeto sócio ambiental na área e a assessoria técnica da Estadium Consultoria na qualificação do serviço de formação de novos profissionais de futebol.

Departamento jurídico exclusivo para a base

Depois dos gravíssimos pecados cometidos este ano na gestão do futebol amador, inclusive com perda de talentos como Jayme, Rodrigo, Tsunami e Igor João, o presidente Zeca Pirão sinaliza em sua plataforma com medidas animadoras, como a criação de um departamento jurídico exclusivo para atender as categorias de base, “a fim de evitar a saída precoce de atletas com potencial, bem como dar atenção aos contratos, renovações, empréstimos e negociações de atletas”.

A plataforma de Pedro Minowa não trata dessas garantias, mas o vice Henrique Custódio assegura que as medidas serão tomadas sob orientação do consultor Newton Drummond, que também fará o trabalho de abertura de oportunidades para as revelações azulinas, como a inclusão do Remo em competições nas diversas regiões do país.

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