23 de maio, 2014 - Belém

Como seria o campeonato paraense ideal para 2015?


Parazão 2015: como seria o campeonato ideal?

O formato do Campeonato Paraense deve mudar em 2015, depois de 11 anos disputado em três séries: 2ª divisão, 1ª fase da 1ª divisão e fase principal. O desafio da FPF é encontrar um formato que contemple interesses técnicos e financeiros, dentro de um espaço apertado no calendário do futebol brasileiro. Este ano, foram 20 clubes nas três séries do Parazão, número que deve passar para 21 em 2015, com a volta do Bragantino. Afinal, como seria o campeonato ideal?

O governo tem um limite de investimento como patrocinador. Este ano, com aumento de 20% nas cotas, está pagando cerca de R$ 6 milhões em três convênios: direitos de transmissão (TV Cultura), custeio da logística das delegações e patrocínios do Banpará. A verba é concentrada na fase principal do campeonato, disputada de janeiro a maio. Por isso, os pleitos por mais clubes esbarram na divisão do bolo. Seguramente, a elite vai continuar com oito clubes. A tendência é que as etapas de acesso também sejam mantidas, e talvez rebatizadas. Renovo uma sugestão já manifestada para série bronze, série prata e série ouro, sendo três campeonatos distintos, com os acessos e descenso.

O formato da elite é que deve render mais discussão. E não deve haver grande mudança. Caberia resumir as semifinais de turno a um jogo, cada, na casa do time com melhor campanha na fase classificatória. No entanto, o formato atual possibilita até oito Re-Pas, e isso sempre será prioritário na busca de resultado financeiro. Enfim, prevejo para o Parazão 2015 apenas alguns retoques. Nada de transformação.

Quem estará no próximo Parazão?

Para a primeira seletiva, estão habilitados Tuna, Time Negra, Vila Rica, Pinheirense, Santa Rosa, Ananindeua, Izabelense e Tiradentes. O Bragantino deve reaparecer. Para a fase intermediária os clubes habilitados são Gavião Kyikatejê, Santa Cruz, Águia, São Raimundo, Castanhal, Parauapebas, além do campeão e vice da atual “segundinha”. Para a elite: Remo, Paysandu, Independente, São Francisco, Cametá e Paragominas, além do campeão e vice da fase intermediária.

É desses 20 ou 21 clubes que vai sair a decisão sobre o formato do Parazão 2015, a ser tomada quando forem chamados pela FPF, depois da Copa do Mundo.

“Me engana que eu gosto”

O leitor George Carvalho enviou observações à coluna sobre o Plano Geral de Ação da CBF, que trata de atender às exigências do Estatuto do Torcedor em segurança, transporte e contingências. Ele foca nas condições sócio-estruturais da Série D e chama atenção para o artigo 26: "Assegurar ao torcedor condições de qualidade e de higiene na manipulação e venda de alimentos". George indaga: “Como ficariam os vendedores de churrasquinho de gato, os que vendem refrigerante em copo (até nas cadeiras) segurando o copo com o dedão dentro, ou aqueles que vendem água mineral em copo (ou seria torneiral?) de fabricante que você não vê em supermercados ?” Ele lembra que, ao todo, o PGA da CBF tem 32 itens. Com base na realidade na maioria absoluta dos estádios brasileiros, George sugere que eu aborde o tema com o título “Me engana que eu gosto”.

De fato, o Estatuto do Torcedor completou 11 anos na semana passada com aplicação apenas parcial, mas com benefícios reais à cidadania. Como todas as leis neste país, o Estatuto do Torcedor nasceu para o que desse e viesse. Até agora, deu no que deu.   

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!