08 de agosto, 2014 - Belém

Chances e riscos de Papão e Águia na rodada


Chances e riscos de Papão e Águia na rodada

A 10ª rodada da Série C pode produzir avanço do Paysandu até à 6ª posição ou do Águia até à 7ª posição, dependendo de uma série de resultados. Mas se um avançar, o outro vai afundar. Na pior das hipóteses, a rodada pode juntar o Papão ao Águia na zona de rebaixamento, caso empatem, domingo, em Marabá, e o Crac vença o Cuiabá em Catalão. É que o Águia tem sete, o Paysandu nove e o Crac oito pontos. As chances e os riscos ditam a tensão de ambiente para os dois times paraenses no confronto direto. O Paysandu, que neste campeonato só conseguiu ganhar do Águia (2 x 0) e do ASA (1 x 0), ambos em Castanhal, precisa desesperadamente da terceira vitória. Mais desesperado está o time marabaense, que só ganhou do Salgueiro (3 x 0) e do Cuiabá (2 x 1), ambos em Marabá. Os dois lutar pela vitória e, ao mesmo tempo, “secar” o Crac no jogo contra o Cuiabá e o ASA no duelo com o CRB. O duelo de Marabá terá seu efeito moral. Quem vencer, ganha fôlego para reagir. Quem perder, fatalmente vai entrar em asfixia moral. Por isso, o jogo tem ares de decisão. É jogo para quem for capaz de associar atitude, equilíbrio e organização. Um motivo a mais para bravura será o campo acanhado, de 100 por 64 metros , o que provoca mais contato físico e torna a disputa sempre mais acirrada.  

Etiópia, que adversário é esse?

Treinada pelo português Mariano Barreto, a seleção etíope está em flagrante evolução. Tanto que lutou até o último momento por vaga na recente Copa do Mundo, perdendo vaga para a Argélia. Agora está focada na Copa Africana das Nações, que começará em setembro. Como lembra seu treinador, “é uma equipe de jovens e vai evoluir muito”. O Remo dá sinais de que subestima o adversário. É o que se deduz da ideia de time misto. Pela repercussão, o jogo não deixa de ser uma grande exposição e exige zelo com o nome do clube. A seleção etíope, primeira equipe do futebol africano a se apresentar em Belém, joga ofensivamente e deve valorizar muito o amistoso. Na Etiópia, 75% dos clubes ainda dependem de verba do governo para sobreviver, treinam em locais alugados e se ressentem de mentalidade empresarial. Algo comparável a uma realidade que conhecemos muito bem em Belém.

Brasil e Portugal disputam talento paraense

Lopes, meia, habilidoso, tido como “jóia” no Manchester City, já com um título de campeão inglês, tem apenas 18 anos. O craque é paraense de Belém, de onde saiu para Portugal aos quatro anos. Filho de pai brasileiro e mãe portuguesa. Foi das categorias de base do Benfica até os 15 anos, quando o poderoso clube inglês o comprou. O craque paraense sempre integrou seleções de base de Portugal. Agora, como profissional, virou alvo da CBF para a seleção brasileira olímpica, visando 2016 e a Copa da Rússia (2018). Quem tanto esperou de Paulo Henrique Ganso com a camisa 10 do Brasil, pode ver outro paraense com a mesma camisa, se Lopes optar pela seleção brasileira. O garoto faz questão de ser chamado de “Roni” Lopes, numa homenagem ao ídolo Ronaldo Fenômeno, que pode influenciá-lo a optar pelo Brasil, embora sua inclinação seja por Portugal.