05 de junho, 2014 - Belém

Céu azul, vitória azul e Remo a uma derrota por 2 gols do título


Noite azul, de Leandro Cearense e companhia

Desfalcado de metade dos titulares, o Remo executou o plano tático de quem reconhecia as limitações. Formou um bloco defensivo e investiu em contra-ataques. Ao plano de Roberto Fernandes somou-se o entusiasmo da garotada, que contagiou todo o time azulino. O menino Ameixa simbolizou toda a aplicação da equipe, numa marcação implacável sobre Yago Pikachu. O Leão se esmerou na combatividade e ganhou o Re-Pa com autoridade, favorecido pela noite infeliz do zagueiro Charles, que em 20 minutos fez um gol contra e foi expulso.

A noite parecia fadada a ser dos remistas. E foi! Particularmente de Leandro Cearense, um gigante em campo. Ele foi o homem mais decisivo em campo. Muito valente e inspirado. Leandro Cearense fez dois gols e participou dos outros dois, na goleada por 4 x 1. Uma vantagem muito larga para o Leão, que no próximo domingo poderá até perder por dois gols de diferença para ser campeão. Eduardo Ramos se despediu do Remo finalmente dignificando a camisa azul marinho. Recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora da finalíssima. Ao Paysandu cabe defender a honra no domingo, se superando, usando todas as armas legítimas, para buscar o resultado que lhe interessa ou que pelo menos dignifique sua história centenária.

Quando o Papão reabre a Curuzu?

Está prevista para o dia 3 de agosto a reabertura do estádio da Curuzu, no jogo Paysandu x Crac/GO. Antes, o Papão jogará em Cuiabá, dia 20 de julho, contra o Cuiabá, e em Campina Grande , dia 27, contra o Treze/PB. Para utilizar a Curuzu no primeiro jogo em Belém após a Copa do Mundo. Na hipótese de ser punido pelo STJD, com perda de mandos, por causa do vandalismo no jogo contra o Fortaleza, o Papão buscará meios de preservar a festa de reabertura do estádio. O fato é que o clube está tratando de agilizar as obras, que estão no sistema de drenagem do novo gramado e da estrutura para o blindex no lugar do antigo alambrado. O novo gramado vai surgir 40 centímetros mais alto, acima do nível da avenida Almirante Barroso, para garantir escoamento de água, evitando alagamentos. 40 homens estão trabalhando em ritmo intenso. E se for necessário, o clube colocará outra equipe para trabalhar à noite. Na reinauguração, a Curuzu terá também um telão no lugar do antigo placar eletrônico.

Por outro lado, o Remo negocia permuta com uma empresa de construção civil a obra da área vip do Baenão. Só falta o aval do Conselho Deliberativo do clube para a empresa construir e, em contrapartida, explorar comercialmente 1.200 cadeiras cativas pelo período de quatro anos.

Remo em novo esforço para evitar leilão

Embora esteja em dia no compromisso de depositar R$ 120 mil por mês na conta do Tribunal Regional do Trabalho, o Remo corre o risco de perder o imóvel do antigo Carrossel no próximo dia 27. Como diz o documento da 13ª Vara, assinado pela juíza substituta Silvana Braga Mattos, “será levado a público o pregão de venda e arrematação a quem oferecer o maior lance” o bem penhorado. O valor estabelecido é R$ 7.510,841,21. Mas não havendo licitante na audiência de praça, será aberto leilão para venda pela melhor oferta, podendo o pagamento ser parcelado, tal como aconteceu na venda da sede campestre, em 2008.

O núcleo jurídico do Remo trabalha para evitar o leilão da área do antigo Carrossel. Se a Justiça fizer a venda, o clube ficará sem o imóvel e não pagará a dívida trabalhista, que está acima de R$ 10 milhões.

Para ler a coluna completa, assine O Liberal Digital!