19 de junho, 2014 - Belém

Após a tempestade de Mazola, a calma de Vica no Paysandu


Vica, um “boa praça” no comando do Papão

José Luis Mauro, o “Vica”, paulista de Araraquara, 53 anos, zagueiro vitorioso no Fluminense dos anos 80, é um treinador “boa praça” que chega na próxima segunda-feira para comandar o Paysandu. O estilo Viva de trabalhar é de aglutinador. Homem de boa conversa e de reconhecida competência. Mas só despontou como treinador nos últimos quatro anos, a partir do sucesso feito no ASA de Arapiraca. Confirmou o sucesso no Fortaleza, no Treze/PB e mais ainda no Santa Cruz/PE, clube que conduziu à Série B no ano passado.

Vica tem perfil muito apropriado ao momento do Paysandu, que está precisando de um ponto de convergência no futebol, depois das polêmicas de Mazola. O novo comandante bicolor vai encontrar um time com identidade tática e só precisa recolocá-lo nos eixos. O problema imediato é começar a missão com três jogos fora de casa, contra Cuiabá em Cuiabá, Sport em Recife (Copa do Brasil) e Treze em Campina Grande.

  

Um basta no “oba oba”

O futebol é universo pródigo em vaidades. Na Seleção Brasileira, onde todos são milionários e tratados como super astros internacionais, alguns extrapolam. Por isso, o “oba oba” nesta Copa precisava de um basta. As cobranças, depois da pálida atuação brasileira no empate com o México, torna tensa a relação da imprensa com Felipão e comandados. A Seleção precisava dessa tensão. Isso eleva a cumplicidade no desafio de calar os críticos. A Copa já mostrou seleções superiores, como Alemanha e Holanda. O Brasil precisa de competência e superação para chegar ao hexa desta vez. Precisa ser provocada, além de incentivada, pouco importando qualquer grosseria de Luis Felipe Scolari na sua reprovação a quem não viu os “pênaltis” que realmente não existiram em Fred, no segundo gol contra a Croácia, nem em Marcelo no final do jogo contra o México.

À medida que o ambiente começa a pesar, a Seleção fica mais perto do chão. É assim que pode crescer, se impor e chegar à taça. A goleada da Croácia sobre Camarões, ontem, deixou o caminho mais fácil para a classificação brasileira.

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