04 de março, 2015 - Belém

Alerta: Fair play trabalhista bate à porta


Alerta: Fair play trabalhista bate à porta

O sistema, que depende da denúncia de atletas, não é o ideal. Mas a chegada do fair play trabalhista na próxima Série A já abre uma nova perspectiva. Os clubes paraenses, sempre resistentes às transformações, precisam entrar urgentemente em processo de adaptação, ajustando as contas. O Paysandu está agindo. Foi pelo ajuste financeiro que perdeu peças importantes, diante de exigências salariais que considerou exageradas.  Amanhã, no Conselho Técnico da Série B, deverá ser avaliada a possibilidade desse campeonato também ter o fair play trabalhista, que consiste em punição aos clubes por atraso de salários, com perda de pontos. É provável, porém, que só funcione na Série B a partir de 2016. A mudança que está começando no mercado do futebol brasileiro será aprofundada por medidas que devem forçar ajustes orçamentários, além da Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte, a ser votada na Câmara Federal, atrelada ao refinanciamento das dívidas federais dos clubes.

Será o freio que faltava?

Excesso de contratações, gastança irresponsável, acúmulo de dívidas... Essa farra vai ter no fair play trabalhista o freio que faltava? Atletas e técnicos vão se encaixar nos novos limites orçamentários dos clubes? Aposto que sim! Gradativamente, etapa por etapa, a adequação de mercado será inevitável. Será providencial para o mercado, especialmente para o Remo, que tem a vida financeira mais complexa, pelas dívidas e pelos contratos que tem a cumprir, com altos salários, por toda a temporada, e risco de não ter calendário a partir de maio. Com ou sem Série D, o Leão Azul tem que se adequar. Não pode repetir os pecados que o levaram ao desabamento a partir do sistema de rebaixamento e acesso, da Lei Pelé, da expansão do marketing, do Estatuto do Torcedor.... O Paysandu também tem suas defasagens, mas é facilmente perceptível que está reagindo.

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