20 de maio, 2015 - Belém

Afinal, Minowa é vítima ou vilão?


Afinal, Minowa é vítima ou vilão?

A sucessão de más gestões do clube e o histórico de omissões do Conselho Deliberativo, nas últimas décadas, criaram no Remo uma flagrante permissividade para lambanças, com endosso até na imprensa. O afastamento de Pedro Minowa da presidência, enquanto são apuradas denúncias que podem levá-lo à perda do cargo, está produzindo um coitadismo perigoso. O próprio Minowa já confessou a assinatura de um contrato sem ler, ato irresponsável que implica numa multa de R$ 500 mil para o clube. Isso é fato! Acusações de atos igualmente graves estão em investigação. Havendo veracidade, a destituição será legítima, com o Conselho Deliberativo cumprindo o seu papel. O importante é que as investigações digam clara e honestamente se Minowa é vítima ou vilão nessa história.

Precisamos separar as águas. O fato de Condel ter sido omisso diante de outras gestões desastrosas, sob um estatuto caduco, não significa que não possa finalmente cumprir seu dever, agora sob o novo estatuto. Só não pode agir com ilegalidades. Mas esse julgamento já é questão para especialistas do Direito. Questão de tempo!

Qual será a conseqüência?

A ebulição que o Remo está vivendo será justificada se dela resultar algum avanço para o clube, seja com Pedro Minowa, com Henrique Custódio (licenciado por seis meses), com uma Junta Governativa ou com outro presidente eleito pela Assembléia Geral. Não vejo, porém, nenhum indicativo de avanço. O clube não tem projeto algum que o leve à modernidade.

O Remo mais parece um cenário de faroeste. São tiros pra todo lado e falsos heróis insistindo em roubar a cena. Um filme abominável, que causa sofrimento à platéia e que parece não ter fim.

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