Entretenimento
22 de janeiro, 2014 - Belém

Acredite: Papão é o 6º em público no Parazão


Acredite: Papão é o 6º em público no Parazão

Em 12 jogos do Parazão 2014 foram vendidos 51.944 ingressos e arrecadados R$ 923.231,00. Médias de 4.328 pagantes e R$ 76.935,91. A maior surpresa das três primeiras rodadas está nas arquibancadas. O Paysandu ocupa a 6ª posição na tabela de pagantes e a 3ª em renda bruta, como mostra o quadro abaixo. E o Santa Cruz ainda não saiu do zero, já que no seu único mando, em Cuiarana, jogou de portões fechados contra o São Francisco. 

O que há com a torcida bicolor?

Nos seus 100 anos de história, o Paysandu nunca teve números tão inexpressivos em matéria de público. Pesquisas mostram a torcida bicolor entre as 20 maiores do país, mas essa posição vem sendo negada nos estádios. O que está acontecendo? A elevação do preço dos ingressos, desde o ano passado, como forma de forçar adesões ao programa Sócio Torcedor, é apontada como uma das causas. Mas, mesmo antes, o Papão já tinha queda nas médias de público. Tanto que foi superado pelo Remo em público e renda nos quatro últimos campeonatos estaduais, apesar das pífias campanhas remistas. Mesmo levando em conta a cobrança de 30 reais pela arquibancada neste campeonato, não deixam de ser intrigantes os números do Papão, que representam apenas 11% do público pagante do rival. Hoje o time bicolor enfrenta o Cametá, na Curuzu. Terá números melhores? Talvez a semana de Re-Pa sirva para inflamar a torcida alviceleste e levá-la ao estádio. Talvez! Vale lembrar que o jogo Paysandu x Cametá vai ser o confronto dos dois últimos campeões do Pará.

Primeira saída do Leão

O jogo que o Remo deveria ter feito em Tucuruí, contra o Independente, na segunda rodada, passou para Belém porque o estádio Navegantão estava inapto. Por isso, somente na quarta rodada o Leão Azul sai de casa, para enfrentar o São Francisco. Às vésperas do Re-Pa, o jogo de hoje, em Santarém, é uma prova de fogo para o time azulino, que lidera o campeonato com 100% de aproveitamento, mas sem empolgar a torcida. Os xingamentos ao técnico Charles Guerreiro, chamado de “burro” por torcedores, traduziram as insatisfações. Hoje, o Remo precisa não apenas vencer, mas também convencer, para entrar em alta no Re-Pa. A missão remista não é nada simples. O Leão franciscano tem três empates, também está devendo à torcida e prometendo se redimir diante do Leão da capital. O São Francisco será um time aguerrido, empurrado pela torcida. O Remo, que vem se caracterizando pela cadência, terá que se igualar ao adversário na bravura para desequilibrar com os talentos individuais. É a forma de ser superior e ter a possibilidade de manter a liderança do campeonato e os 100% de aproveitamento.  



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