06 de junho, 2014 - Belém

A resposta da garotada do Remo no futebol e não no contra cheque


Na correção de rota, a resposta da garotada azulina

Com a suspensão de Eduardo Ramos, pelo terceiro cartão amarelo, o Remo vai iniciar o jogo final do campeonato sem os jogadores mais caros do elenco: o próprio ER e mais Leandrão, Athos e Zé Soares, que são reservas. Eles representam cerca de 25% de toda a folha salarial do futebol azulino. Faço essa observação para destacar os frutos da base, as peças mais baratas, que passaram a ser maioria no time e tornaram o Remo muito mais competitivo. Na goleada por 4 x 1 sobre o Papão, quarta-feira, o Leão teve Levi, Igor João, Alex Ruan, Ameixa, Tsunami, Jonathan e Roni. No banco: Jader, Yan, Biro e Nadson. Sem contar que Leandro Cearense chegou a ter passagem pelo sub 17 azulino, em 2002, com Dadá, titular que cumpriu suspensão, também é fruto da base remista, e com Ilaílson, que não é fruto remista, mas também é “papa açaí”, de Castanhal.

O Remo foi planejado para ser campeão com “medalhões” importados, mas está a um passo do título por conta dos seus próprios frutos, como é bem o caso de Roni, principal revelação do campeonato. É justo registrar a redenção de Eduardo Ramos na reta final. Ele se despediu com ótima atuação na quarta-feira. O fato é que o Remo fez uma correção de rota, nas mãos do comandante Roberto Fernandes, com direito à resposta da garotada ao descaso do clube. Muito próxima de conquistar o título estadual, a cartolagem remista já ganhou uma grande lição da garotada.

Mazola, vítima da própria língua

Mazola Júnior é um técnico competente? Sim. É competente. Tanto que ao completar 30 jogos no comando do Paysandu, havia perdido apenas três e estava com o time bem ajustado, apesar da perda da Copa Verde. Mazola se perdeu, porém, por declarações inapropriadas para sua função, principalmente nos Re-Pas. Agora, com 20 vitórias, 14 empates e 5 derrotas (39 jogos) passa a enfrentar forte oposição dentro do próprio Paysandu, podendo estar com os dias contados na Curuzu.

Em decisões ou em clássicos, é comum os técnicos proibirem alguns jogadores de dar entrevista, para não causar motivação no adversário com declaração descabida. No Paysandu, se pudessem os jogadores teriam calado Mazola. Ao anunciar que havia um “sistema” de favorecimento ao Remo no campeonato e mais ainda na desrespeitosa afirmação de que o Remo deveria “botar o rabinho entre as pernas” depois da decisão do 2o turno, Mazola inflamou o adversário. O reflexo foi o time remista “com a faca nos dentes”, mesmo sensivelmente desfalcado, e a goleada por 4 x 1. Para completar, Mazola fez comentários infelizes contra seu próprio time após a goleada. A inabilidade no que fala pesa contra o técnico bicolor, que, de uma hora para outra, perdeu a postura de líder. Fica no ar uma questão: Mazola será convincente o bastante para injetar entusiasmo no Papão para a decisão do próximo domingo?

A decisão de manter Mazola

Foi surpreendente a decisão do Paysandu, anunciada pelo dirigente Roger Aguilera, da avaliação do clube sobre a conduta do time no Re-Pa. Pelo que disse, a direção do clube viu falta de compromisso em jogadores que devem ser liberados na próxima semana e Mazola está com a demissão “engatilhada”. Se é essa a avaliação, não fazia sentido manter os reprovados para o jogo de domingo. A postura da diretoria foi contraditória. Mostrou um Paysandu atônito em todos os segmentos, por conta da goleada. Resta a esperança na dignidade dos profissionais e no suor pela honra, domingo.

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