22 de outubro, 2013 - Belém

Veja a ligação de Paysandu e ABC com a zona de rebaixamento


Papão: desta vez é para manter a esperança
         
O Paysandu já brigou muito para sair da zona do rebaixamento e saiu algumas vezes. Desta vez, a luta é para manter viva a esperança de escapar. Uma vitória sobre o ABC (16º colocado) serve apenas para reduzir a distância para o próprio ABC, que está em seis pontos. Um empate agrava o quadro, uma derrota pode torná-lo irreversível.
         
A transferência do jogo para o Mangueirão, às 18h30, tira do Papão uma força que passou a funcionar contra o emocional dos atletas. Eles passaram a ter medo da própria torcida. Jogar na Curuzu já os apavorava, principalmente depois dos acontecimentos da última sexta-feira, como ouvi de uma fonte que convive com o elenco bicolor. Como será o Papão jogando para testemunhas no Mangueirão? A esperança é que tenha serenidade e competitividade suficientes para derrotar o ABC. Para efeito moral, esse é o jogo mais importante do time alviceleste no campeonato. Pode servir como divisor de águas ou para afundá-lo de vez nas águas da Série B.                
  

Contágio invertido
        
Contratar jogadores é muito fácil. Contratar bons jogadores já não é tão fácil. Contratar bons jogadores, de bom caráter, capazes de honrar os compromissos profissionais com o clube e com a torcida, já passa a ser raridade. Por isso que os índices de acerto nas importações de Paysandu e Remo são tão baixos. São dois clubes de muita cobrança, onde poucos importados emplacam e criam identificação, como Artur, Agnaldo, Gian, Vandick, Robgol, Rogerinho Gameleira e outras exceções.
        
A história de Leão e Papão mostra que a política de importações a rodo produz um contágio invertido. Nas melhores campanhas dos nossos times, a base local contagiou os atletas de fora com o comprometimento necessário. Nas piores, vimos o descompromisso dos que vieram somente por dinheiro contagiar a base local (nativos e não nativos). Não seria essa a realidade do Paysandu nesta pífia campanha?
        
Quem vê o Leãozinho na Copa do Brasil sub 20 percebe que os meninos estão dispostos a suar sangue pelo objetivo comum. É um time com alma, bem ao contrário do que foi o Papão até agora na Série B.      
       

Plano do Remo é contratar 8 ou 9 atletas
       
Ouvi do presidente Zeca Pirão que 'o Remo vai contratar oito ou nove jogadores que vão empolgar a torcida', na montagem do elenco para 2014. Pelo que sei, algumas dessas contratações já estão fechadas e serão anunciadas em novembro, à medida que os atletas forem se desligando dos clubes onde estão. A ideia de formar um 'grande time' com contratações arrojadas produz esperança para uns e preocupação para outros. O Remo pode estar passando do ponto nos seus planos, sobretudo porque está com uma oportunidade rara de formar sua base local com as ótimas revelações do sub 20 e alguns remanescentes de 2013. Observo Charles Guerreiro em desconforto no Baenão, por já não ter o apoio de todos os dirigentes, e os jogadores profissionais solidários ao treinador, correndo por ele. O Remo tem arestas para aparar no Baenão ou pagará o preço mais tarde. Essas questões estão encubadas porque o time está invicto nos amistosos e o foco está no Leãozinho, que brilha na Copa do Brasil sub 20. Por isso, é a hora mais oportuna para o alto comando azulino agir e cortar os males pela raiz.