18 de outubro, 2013 - Belém

Camisa 2 ou 100? Yago Pikachu completará seu centésimo jogo no Paysandu


100º jogo de Pikachu com justa homenagem
       
Em 2011, o baiano Sidny chegou a empolgar a torcida bicolor em algumas atuações. Era jogador de altos e baixos. Os bicolores não imaginavam que o sucessor dele já estaria na Curuzu e que seria um dos melhores laterais direitos da história do clube. Um menino baixinho e franzino, desinibido, de futebol intenso e preciso, um goleador. Yago Pikachu é o 'cara'! Em menos de dois anos já tem 99 jogos com a camisa bicolor, numa história iniciada em 14 de janeiro de 2012, quando fez a estreia oficial pelo time profissional, na derrota do Papão para o Cametá (2 x 1) na Curuzu. Time bicolor: Ronaldo; Yago Pikachu, Tobias, Pablo, Jairinho; Billy, Neto, Robinho; Heliton, Nenê Apeú e Luan. Técnico: Nad.
       
Logo no quarto jogo, em Marabá, contra o Águia, Pikachu fez o primeiro dos seus 24 gols em jogos oficiais. Antes, em novembro de 2011, havia marcado um gol jogando num time misto do Papão em Augusto Corrêa, na vitória sobre o Banespa local por 3 x 1. Esse e mais um amistoso pelo time misto, em Primavera, e um jogo-treino pelo time principal em pré-temporada na cidade de Barcarena não estão computados entre os 99 jogos da trajetória profissional de Pikachu. Ele tem 93 jogos pelo Parazão, Copa do Brasil, Série C/Série B e seis amistosos, em São Miguel do Guamá, Macapá, Santana/AP, Paragominas (dois jogos: contra a seleção municipal na inauguração da Arena Verde e contra o Nacional/AM) e um Re-Pa. Em 21 meses, Pikachu só desfalcou o Papão cinco vezes. Foram quatro por suspensão e uma por dores musculares.   
       
Além de ser uma peça fundamental do time, Yago Pikachu (21 anos) é um profissional correto, precocemente maduro, melhor produto que o Papão tem no mercado para fazer dinheiro a curto prazo. Digno da plaqueta que vai receber minutos antes do seu 100º jogo, hoje, contra o Avaí.         
 
      
Noite para espírito de decisão
       
Em 2001, o Paysandu se investiu de pleno espírito de decisão para receber o Avaí na Curuzu. Valia o título da Série B. O Papão arrasou. Fez 4 x 0. Hoje, embora o time atual seja uma caricatura em comparação à aquele timaço, precisa ter a mesma ambição, a mesma disposição para vencer o bom time catarinense, que está em ascensão no campeonato. A noite pede a junção de todas as forças bicolores, especialmente dos torcedores. O Papão ainda tem salvação, desde que haja união, compromisso, esmero e superação.   
 

Uma derrota pode ter valor terapêutico?
       
Se existe derrota com valor terapêutico, foi o caso da derrota do Leãozinho em Criciúma, por 3 x 2, na Copa do Brasil sub 20. Como garotos, os atletas do Leãozinho são vulneráveis à vaidade. Até o empate em 2 x 2 poderia gerar uma auto-suficiência perigosa, do tipo que fez os profissionais de Remo e Paysandu causarem frustração em casa, em 'mata mata', depois de construírem vantagem fora. É só lembrar do que Rio Branco/AC, Palmas/TO, Figueirense/SC e Central/PE fizeram com o Leão, Nacional/AM, Salgueiro/PE e Naviraiense/MS fizeram com o Papão.  
       
A derrota por 3 x 2 deixou o Remo com a faca e o queijo para a classificação à semifinal da Copa do Brasil sub 20, sem 'oba oba'. Afinal, basta a vitória por 1 x 0 ou 2 x 1. A derrota sob medida manteve o alerta ligado em cada um dos garotos azulinos. Esse é o efeito terapêutico no qual aposto para um Leãozinho irresistível, com Mangueirão lotado, na próxima quarta-feira.