16 de outubro, 2013 - Belém

Leãozinho vai até onde na Copa do Brasil sub-20?


Qual é o limite do Leãozinho?
         
Que o Remo é a maior surpresa da Copa do Brasil sub 20, todos reconhecem. É também o time com maior força de torcida (30.038 pagantes em dois jogos em Belém) na competição. O Criciúma, que recebeu Corinthians/SP e Cruzeiro/MG, vendeu apenas 328 ingressos. Hoje, às 18 horas, enfrenta o Leãozinho na preliminar do jogo do jogo da Série A, contra a Portuguesa/SP.
         
Qual é o limite do Leãozinho? A cada jogo busca-se essa resposta. O time azulino já superou todas as expectativas e está se dando o direito de sonhar com a Libertadores sub 20, para onde vão o campeão e vice da Copa do Brasil. Para chegar lá, teria que passar pelo Criciúma e pelo vencedor de Botafogo/RJ x Grêmio/RS. Dá para acreditar? No jogo de hoje, mais um parâmetro nessa mensuração de limite.       
 

Técnico do Leãozinho foi atleta da base do Papão
        
De 1975 a 1978 o Papão teve nas categorias de base o habilidoso meia esquerda Waltinho, na geração de Heider, Paulo Robson, Lupercínio e companhia. Waltinho desistiu de se tornar atleta profissional ao ganhar, através do futebol, um emprego no Banco Itaú. Voltou a campo como treinador, aos 27 anos, no Fluminense de Santarém, aplicando o que aprendeu na Curuzu com seu mestre Arleto Guedes. Walter Lima chegou a fazer estágio no Flamengo/RJ com Carlinhos Silva, técnico de vitoriosa passagem pelo Remo em 1989. Tem curso incompleto de psicologia, foi comentarista em Santarém e emplacou como técnico profissional tendo no currículo São Raimundo, Remo, Castanhal, Paysandu, Independente e rodagem também em clubes do interior de Goiás.
        
Aos 53 anos, como coordenador das categorias de base e técnico do sub 20 do Remo, Walter Lima volta a se destacar. Ao explicar o sucesso do Leãozinho, sob seu comando, ele diz que os atletas assimilaram 'uma ideia coletiva de que através de uma boa campanha o individual poderia ser reconhecido e que isto seria importante para todos'. Como no lema dos três mosqueteiros, funciona no Leãozinho a ideia de 'um por todos e todos por um', na busca de espaço para vencer na vida através do futebol.   
 

Candidaturas à FPF: quem é quem?
         
Presidente da FPF de 1982 a 1987, Antônio Carlos Nunes voltou em 1988 e se ficou no cargo. É candidato a mais quatro anos de mandato. Vai disputar com o ex-presidente do Paysandu Luis Omar Pinheiro, que faz lançamento oficial da candidatura amanhã, na sede da Tuna, e Wilson Serene, diretor náutico do Papão. Ainda não existe data para a eleição, que deve ser programada para a segunda quinzena de novembro.  
         
A confirmação de três candidaturas sugere debate e compromissos. Na prática, os compromissos não devem significar grande coisa. Mas o debate vai externar mazelas da gestão do nosso futebol e provocar cobranças. Vejamos se as chapas de oposição têm algo inovador e edificante para propor. Nunes tem a bandeira da mesmice, inclusive no suporte político da CBF, que dita a conduta dos presidentes de federações, tal como a FPF dita a conduta dos presidentes de Ligas. Assim, vai sendo mantida a estrutura de poder que sempre imperou no futebol brasileiro. Quem é oposição a esse sistema consolidado? Quem quer apenas entrar na farra? Vejamos as plataformas, se é que existem. A coluna espera pelos projetos para ter uma avaliação.