15 de outubro, 2013 - Belém

Pelo Bom Senso F.C., Paysandu tem vantagem em campo hoje


O caso do Papão na leitura do Bom Senso F.C
        
Poucos são os jogadores de futebol que cuidam do corpo como profissionais. Isso é fato! Mas as ponderações dos atletas mais representativos do futebol brasileiro, no movimento batizado de Bom Senso F.C., merece uma reflexão para o caso específico do Papão. Por viajar muito mais que os demais times na Série B (o equivalente a duas voltas e meia ao planeta, de maio a novembro), o time bicolor tem um desgaste muito mais elevado. Conforme o dossiê apresentado à CBF, com a avaliação de especialistas, isso implica em 'redução da velocidade de jogo, redução da força e potência muscular, queda do nível de resistência para tarefas longas exigentes, menor defesa imunológica do organismo, dores crônicas na musculatura e nas articulações, menor poder de concentração e atenção, redução das reservas energéticas, limitação do processo criativo e capacidade de tomar decisões'. 
        
Sem padrão tático e superação física, o máximo que o Papão vem conseguindo é oscilar o rendimento. Como não jogou no fim de semana, o time bicolor está em condições de melhor rendimento contra o Figueirense, hoje, em Florianópolis. Por isso, o jogo deve dar uma medida justa do nível de compromisso dos atletas com a causa do clube, até porque o clube vem honrando seus compromissos com os atletas, mantendo salários em dia, mesmo com uma folha acima da capacidade financeira. Para quem for digno, é o jogo da dignidade!


Três zagueiros, em nome da ofensividade? 
        
Wagner Benazzi tem feito queixas da baixa ofensividade do Papão, flagrante aos olhos de todos. Nos últimos treinos, ajustou o time com três zagueiros: Dirceu, Leonardo Dagostini e Raul. Obviamente, está optando por um sistema destinado a potencializar a ofensividade de Pikachu e Gilton nas alas, mesma aposta já feita por Arturzinho. 
        
O sistema pode ajudar, mas o que vai determinar o sucesso ou fracasso do Paysandu, hoje, é a química do suor com a atenção dos atletas. O Figueirense teve uma queda de produção no campeonato, mas está em plena recuperação. Para pontuar, o Papão terá que ser valente e eficiente como ainda não vimos em suas jornadas longe de casa nesta Série B (11 derrotas e 3 empates, único que ainda não venceu como visitante).  
        

Águia, da honra à desonra
       
Ao garantir a sétima participação consecutiva na Série C, em 2014, o Águia manteve-se em posição de honra. Nada mal para um clube de baixo investimento, sem suporte de torcida, ainda em estruturação. Mas o Águia muda de foco, da honra à desonra. Passa a arcar com as conseqüências do rebaixamento no campeonato estadual, tendo que se submeter à seletiva da fase preliminar, junto com Tuna, Castanhal, Parauapebas, São Raimundo, Independente, Time Negra e Gavião Kyikatejê. Oito times na disputa por duas vagas na 'elite' do Parazão. 
        
Com o time que tem, em ritmo de competição, o Águia é favorito ao acesso, desde que não se comporte como tal. A competição será curta e não vai admitir vacilos. Se não conseguir o acesso, o clube marabaense terá uma crise sem precedente. Isso significa pressão. O Águia tem estreia marcada para o próximo dia 30, contra o vice da Segundinha, Kyikatejê ou Time Negra.