10 de outubro, 2013 - Belém

No elenco todo do Paysandu, somente quatro podem ser considerados titulares


A rigor, Papão tem apenas quatro reais titulares
        
O lateral Yago Pikachu (26 jogos), o volante Zé Antônio (24) e o meia Eduardo Ramos (25 jogos) disputaram de 85 a 90 por cento dos 28 jogos do Paysandu, até agora, na Série B. O zagueiro Fábio Sanches, que só estreou na 7ª rodada, tem 19 jogos em 22 possíveis. Esses são os quatro reais titulares do time bicolor. Em sete posições o time bicolor teve um rodízio intenso, dentro de freqüentes mudanças de formatação tática. Ao todo, o Papão já utilizou 35 jogadores no campeonato. Fora os quatro reais titulares, quem fez mais jogos foram Vanderson (20), Nicácio (17), Iarley (21 – a maioria entrando no 2º tempo).
         
O Papão assumiu o risco de formar seu time em plena disputa da Série B, em meio à intensa maratona de jogos e viagens. Teve a chance de se ajustar na suspensão do campeonato para a Copa das Confederações, na segunda quinzena de junho. Mas contratou muito mal. Foi infeliz inclusive na contratação do técnico Givanildo Oliveira, que fracassou na missão. Mais infeliz ainda na contratação do substituto, o estabanado Arturzinho. Agora, na crescente pressão, Wagner Benazzi já dá sinais de desgaste, queixando-se principalmente da falta de tempo para treinamentos. Com o adiamento do jogo contra o ABC para o próximo dia 22, o Papão folga na rodada do fim de semana e Benazzi ganha a semana livre para ajustar o time que joga terça-feira em Florianópolis, contra o Figueirense, mas sem dois dos quatro reais titulares. Fábio Sanches e Zé Antônio estão suspensos por cartões amarelos.  
 
 
O que resta para o Papão
        
A reta decisiva da Série B tem 10 rodadas para tudo ou nada. Em Belém o Papão vai enfrentar Avaí, ABC, Oeste, Palmeiras e Bragantino. Fora, Figueirense, América Mineiro, Joinville, Icasa e Sport Recife.
        
Com 29 pontos, na 18ª posição, o Papão pode cair para a penúltima posição no fim de semana, afinal não jogará na rodada, já que o jogo contra o ABC foi adiado para o dia 22. Para não perder mais uma posição, o jeito será secar o São Caetano (19º com 27 pontos) que jogará em casa contra o Figueirense, sábado.  


Um drama que deve fazer bem aos remistas
             
A classificação dramática, sob pressão, plena de adversidades, gerou angústia, e por isso mesmo foi benéfica à formação dos meninos sub 20 do Remo. No duplo duelo com o Flamengo, os azulinos viveram as mais diferentes emoções, nas mais diferentes situações, mas passaram pela prova de fogo. Rica experiência! Afinal, só o sofrimento dá amadurecimento. A proeza de eliminar o Vitória e o Flamengo, dois abastecedores das seleções brasileiras de base, veio com uma derrota que mostrou limitações e capacidade de superação, baixando o “oba oba” que já ameaçava a essência do surpreendente Leãozinho.
          
Valter Lima e seus comandados estão de parabéns. Já superaram todas as expectativas. Por isso mesmo, têm o direito de querer mais. Ou melhor, com o privilégio de uma grande torcida por trás e com a visibilidade que ganharam em âmbito nacional, têm o DEVER que querer mais. Está valendo cada gota de suor! A Copa do Brasil sub 20 é vitrine para os atletas, para o técnico Valter Lima e também para o clube. O Remo vai passando a impressão de um clube referência em categorias de base no futebol do norte, o que pode abrir perspectivas de parcerias com investidores e convites para eventos.