28 de agosto, 2013 - Belém

Paysandu acumula 32 contratações na 'era' Vandick. Confira!


Até quando o Papão pode contratar?

Trinta de setembro, último dia útil anterior à 26ª rodada, é a data limite para inscrição de novos atletas no campeonato da Série B. Com o atacante Aleílson (Paragominas) e o goleiro Matheus (Grêmio-RS), o completou 32 contratações para o futebol na gestão Vandick Lima (25 jogadores e os demais para a comissão técnica), ainda planeja contratar outros dois ou três atletas. O meia Roni (São Paulo) e o atacante Enrico (São Paulo) foram descartados. O meia Rondinelli (Palmeiras) continua nos planos. Eis os contratados na “era” Vandick: Zé Carlos, Marcelo, Matheus, Diego Bispo, Raul, Jean, Fábio Sanches, Rodrigo Alvim, Janilson, Esdras, Zé Antônio, Eduardo Ramos, Diego Barboza, Tallys, João Neto, Iarley, Marcelo Nicácio, Careca, Max, Jacó, Leonardo, Gilton, Fabiano, Jailton, Aleílson. Técnicos: Givanildo Oliveira e Arturzinho, auxiliares-técnicos: Rogerinho Gameleira e Odair Mourato, fisiologista: Adriano Lima, gerente executivo: Oscar Yamato, preparador físico Fernando Silva (para a base, substituindo João Teles Pompeu que passou para o profissional). Desses, seis já foram demitidos: Givanildo, Yamato, Jean, Rodrigo Alvim, Janilson, João Neto. Também saíram este ano o lateral Bryan, os zagueiros Thiago Costa e Adson, o atacante Rafael Oliveira e o preparador físico Welington Vero, remanescentes de 2012.

Ameaça à proposta de gestão estruturante

A cinco meses do centenário, com o projeto do Centro de Treinamentos em vias de execução e o programa Sócio Torcedor recém-lançado, o Papão sofreria grande abalo na hipótese de rebaixamento. Seria água fria na fervura! Ao subir para a Série B e escolher nas urnas uma proposta de gestão estruturante, o Paysandu refez as perspectivas após sucessivas temporadas de sofrimento. Hoje, com os custos gerais passando de R$ 1 milhão por mês, o clube vive triplo desespero, pelo aperto financeiro, pelo impacto moral da pífia campanha e pela ameaça que tudo isso significa aos projetos de estruturação. Evitar o rebaixamento virou prioridade absoluta, concentrando as atenções e receitas do clube, num ambiente de pressão. Nesse estresse, o clube investe tudo na busca da volta por cima no campeonato. Assim, o clube fica por conta do time. Aí mora o perigo! Para a volta por cima acontecer, terá que haver equilíbrio dos comandantes e compromisso dos comandados. A missão não está tão difícil quanto parece. Para se salvar, o Papão só precisa vencer suas próprias mazelas, que não são poucas, nem simples.

Excesso virou rotina

Juntos, Paysandu e Remo fizeram 493 contratações para o futebol de 2008 a 2013. Com as negociações que estão encaminhadas de ambos os lados, já vão passar de 500 nomes. Dessa média de mais de 80 contratações por ano, com custos acima da capacidade de investimento dos clubes, menos de 20% dão a resposta pretendida. O problema maior é que o excesso virou rotina. Seria normal os clubes formarem a base do elenco e contratarem reforços. No entanto, preferem a gastança em vão. Entram dirigentes, saem dirigentes e a política equivocada se repete. Este colunista guarda todos os nomes e desdobra os números em percentuais do custo x benefício com a intenção de provocar reflexões. Parece ser em vão! A política que todos condenam a mesma que todos exigem, inclusive torcedores e imprensa. De fato, a aposta em contratações de emergência até poderia valer a pena se nossos cartolas soubessem ou fossem mais responsáveis ao contratar.