16 de julho, 2013 - Belém

O desespero e a decadência do Remo desde 2008


O desespero e os descaminhos do Leão

Desde que foi rebaixado em 2008 e ficou sem série, o Remo entrou num crescente  desespero que só o levou a descaminhos. Estresse geral no clube, rivalidades internas inflamadas, busca de resultados imediatos com gastança e precipitações. Uma panela em que todos se deram o direito de meter a colher. Este ano, então, aconteceu de tudo após a perda da vaga na Série D para o Paragominas. Investidas jurídicas na interpretação do regulamento do Parazão, investida político-financeira pela vaga de Rondônia, investida jurídica de um torcedor contra a CBF. Enquanto isso, elenco treinando em vão, clube gastando em vão e a punição aplicada pelo STJD, que faz os azulinos caírem na real. Um afago da CBF, ontem, está desarmando os mais afoitos. Deve restar algum consolo, além da lição óbvia: o Remo só precisa se organizar para dar a volta por cima. Ainda bem que o clube vem dando sinais alentadores, com troca de estatuto, troca de comando, troca da velha inércia por atitudes. Vejamos até onde irão esses avanços.    

 
Paysandu x Atlético/PR, um encontro de vulneráveis

Na Série A, o Atlético Paranaense é o penúltimo colocado, mesmo com o boa artilharia de 1,7 gol por jogo, abaixo somente do Internacional, Cruzeiro e Vitória.  A explicação está na fragilidade do serviço defensivo. O time rubronegro tem média de dois gols tomados por jogo. Divide com Vasco e Náutico a posição de time mais vazado do campeonato. Na Série B, o Paysandu está no meio termo, com a 7ª artilharia e o 12º serviço defensivo. Fez e tomou 1,5 gol por jogo.  Veja os números gerais dos dois clubes:



Embora sejam do campeonato brasileiro, os números são muito significativos para o jogo da Copa do Brasil. É que o Papão precisa fazer resultado em casa e deve explorar a insegurança do adversário. Mas o Atlético deve estar fazendo a mesma leitura dos números para apostar em gols como visitante. Esse referencial é indicativo de um jogo cheio de alternativas, muito promissor. 

 
TJE garante Juizado no Mangueirão

O colunista fez a consulta ao Tribunal de Justiça do Estado e recebeu a confirmação. O Juizado Especial do Torcedor vai funcionar amanhã no jogo Paysandu x Atlético Paranaense, no Mangueirão. Afinal, trata-se de um jogo com 35 mil ingressos à venda. Desde o campeonato estadual, ficou estabelecido pelo TJE que o Juizado só seria acionado para jogos com público a partir de 20 mil pessoas.

A estrutura para amanhã terá um ônibus totalmente equipado, um juiz, um promotor de justiça e um defensor público. Quem for preso pela Polícia Militar às proximidades ou dentro do Mangueirão cometendo crimes como roubo, baderna ou violência, passará pelos procedimentos da Polícia Civil e será imediatamente julgado, conforme prevê o Estatuto do Torcedor. Foi o que aconteceu nos quatro últimos Re-Pas, com dezenas de apenas e redução gradativa da violência. Os punidos estão impedidos de ver jogos dos seus clubes. Amanhã, por exemplo, os bicolores apenados terão que prestar serviços comunitários no horário do jogo. Um avanço que o futebol e a sociedade devem à desembargadora Luzia Nadja, presidente do Tribunal de Justiça do Pará, que tem sido sensível à causa.  


Arte: Carlos Fellip (Portal ORM)