10 de julho, 2013 - Belém

Pasmem! Remo teve lucro de R$ 405,45 neste primeiro semestre


Balancete acusa lucro de R$ 401,45 no Remo
         
A coluna teve acesso às contas do Remo no semestre, apresentadas pelo departamento administrativo/financeiro. Receita:  R$ 5.064.198,60. Despesas: R$ 5.063.797,25. Lucro: R$ 401,45. O balancete oficial do clube confirma dados projetados por esta coluna no dia 31 de maio. No detalhamento, as receitas azulinas de janeiro a junho foram as seguintes:
 
No balancete, o Remo tem contas equilibradas. Na prática, fechou o semestre devendo uma folha salarial ao elenco, quatro meses aos funcionários (último pago foi fevereiro) e dois meses do acordo com a Justiça do Trabalho, o que torna negativo o resultado do alto fluxo financeiro. As contas não batem por causa do pagamento de empréstimos a juros, rotineiros na vida do Remo. Tanto que mais um está engatilhado: R$ 400 mil, numa investida emergencial do presidente Zeca Pirão numa rede bancária para quitar os débitos salariais. Mesmo com o andamento do processo de torcedores contra a CBF pela questão da Série D, tão logo receba o empréstimo o Remo vai pagar ao elenco a folha pendente e liberar os jogadores. Essa é uma decisão tomada pela diretoria.    
 

'É o último acordo', dizem os principais credores
       
Os advogados Carlos Kayath e Henrique Lobato representam os credores de quase 80% do débito trabalhista do Remo no TRT.  Kayath, que defende a maior das causas (R$ 1,4 milhão antes da recente aplicação dos juros), de Thiago Belém, disse à coluna que esse 'é o último acordo'. É que outras negociações foram feitas em vão. Mas também fez questão de dizer que conhece bem o presidente Zeca Pirão e mais ainda o diretor Maurício Bororó, que confia em ambos e por isso acredita que finalmente o caso será encerrado.
       
O novo acordo prevê a checagem de todos os débitos judicializados do Leão Azul, até o final de agosto, para o Grupo Extrafarma dar a palavra final, assumindo (ou não) os pagamentos como antecipação de alugueis da área do Carrossel, onde pretende construir um minishoping. Seria um contrato de comodato por 20 anos da área de 5 mil metros quadrados na Almirante Barroso com Antônio Baena, área nobre de Belém que há duas décadas não dá lucro algum ao Remo e que ainda pode ser perdida em leilão se essa operação comercial não for fechada. Vejamos se a Farmácia tem a cura para essa crônica mazela remista na Justiça do Trabalho.