09 de julho, 2013 - Belém

Paysandu e São Caetano, os irmãos de glória da Série B


Oito anos depois, o reencontro dos irmãos de glória
       
Se o Paysandu viveu seu período mágico de 2001 a 2005, com dois títulos nacionais e brilhante participação na Libertadores, o São Caetano teve seu apogeu de 2000 a 2005, com dois vice-campeonatos brasileiros na Série A e um vice também na Libertadores. Paysandu e São Caetano viveram juntos a ascensão e a queda. Tiveram 10 confrontos como irmãos de glória, com quatro vitórias do Azulão, três do Papão e três empates. Oito anos depois, se reencontram na Curuzu, local do primeiro duelo (1999), quando o zagueiro bicolor Henrique fez um gol do meio de campo.
        
Paysandu x São Caetano, hoje, 19h30, na Curuzu, ao vivo no Sportv, com direito a uma rica história recente de dois clubes determinados a reconquistar espaço na elite nacional. O Papão comandado por Givanildo Oliveira, que dirigiu o time alviceleste em três das cinco temporadas mágicas. O Azulão sob as ordens do ex-remista Marcelo Veiga, que também viveu seu período luminoso (2007 a 2012) no Bragantino/SP.   
 
 
Um bate e o outro pede desculpas
        
Com Ricardo Capanema e Zé Antônio, o Papão apresenta hoje na dupla de volantes uma composição que em geral funciona bem. Um bate e outro pede desculpas. Ricardo Capanema é o 'carrapato', um marcador vigoroso. Zé Antônio é o tipo que não suja o calção. Apesar de ativo na marcação, não chega a ser propriamente um pegador. É o iniciador de jogadas, num meio de campo que terá ainda o Gaibu e Diego Barboza, dois meias de intensa movimentação, que devem ditar o ritmo do time bicolor.
        
Sem Eduardo Ramos, que está suspenso, o Papão perde criatividade e deve sentir muito a diferença na dinâmica de jogo com a entrada de Diego Barboza, que conduz a bola e exige mais aproximação. Com essa mudança, uma compensação pode ser a maior contribuição ofensiva de Janilson, que continua devendo uma atuação convincente.
        
                   
Sinais de nova 'era' no Remo
        
Renúncia do presidente Sérgio Cabeça, efetivação de Zeca Pirão na presidência, acordo com credores e com a Justiça, negociação avançada com proposto parceiro na exploração da área do Carrossel, união de forças de diversos segmentos do Remo. Esses e outros passos em apenas uma semana sob comando de Zeca Pirão. E ainda o enrosco da CBF com a suspensão dos jogos do Gênus na Série D, por conta da ação de torcedores azulinos na Justiça, abrindo perspectiva de um acordo político e acesso do Leão à 4ª Divisão. Mas também gerando denúncia da procuradoria do STJD, que vai trabalhar por punição para o clube paraense.
        
O novo comando e as novas possibilidades parecem sinalizar o início de outra 'era' no Clube do Remo. Por enquanto, apenas sinais! Os próximos 45 dias serão decisivos para o futuro do Leão Azul. Nesse prazo o Tribunal Regional do Trabalho vai fazer a checagem minuciosa do débito remista judicializado. Os valores e as condições de pagamento serão analisados pelo Grupo Extrafarma, que assumiria o pagamento para constar como adiantamento de aluguéis da área do Carrossel. Foi isso que ficou alinhavado ontem entre TRT, Remo, credores e o grupo empresarial.