30 de agosto, 2012 - Belém

Águia confia em retrospecto de invencibilidade no Zinho de Oliveira


Águia invicto há 8 jogos em Marabá, na Série C   
      
Disputando sua quinta Série C consecutiva, o Águia foi mandante de 33 jogos. Foram 3 em Parauapebas, 7 em Belém e 23 em Marabá. Teve apenas 4 derrotas. Em 2008 perdeu em Marabá para o Bacabal (3 x 2) e para o Duque de Caxias/RJ em Belém (2 x 1), em 2009 para o Luverdense em Parauapebas (2 x 0) e em 2010 para o ABC em Marabá (1 x 0). No mais, 11 vitórias e 8 empates. Isso corresponde a 56,5% de aproveitamento.
Na Série C o Águia está invicto em Marabá há 8 jogos, com 7 vitórias e 1 empate. Isso significa que conquistou 22 dos últimos 24 pontos que disputou em Marabá na Série C. 91,6% de aproveitamento! O que explica essa força aguiana no estádio Zinho Oliveira, se a média de público é em torno de 900 pagantes do jogo? 
      
Ao contrário de Remo e Paysandu, cuja força em casa é da torcida, o Águia explora as más condições do campo, que tem dimensões abaixo do padrão (100 x 65 metros) e gramado irregular. Isso implica em mais contato físico e maior dificuldade na troca de passes. Um jogo diferente, no o Águia leva a vantagem da plena adaptação. O Fortaleza já passou pelo Zinho Oliveira, em 2010, quando foi eliminado no empate em 1 x 1. E volta ao alçapão marabaense em alta cotação, sábado, ameaçando a invencibilidade aguiana.
 
 
Alerta ao Papão: Luverdense, 100% em casa
      
Nos quatro jogos que fez em casa, o Luverdense teve quatro vitórias: 2 x 0 no Fortaleza, 2 x 1 no Icasa, 5 x 1 no Águia e 2 x 1 no Santa Cruz. Portanto, 100% de aproveitamento. O time matogrossense tem a melhor campanha de toda a Série C, com 7 vitórias e 2 derrotas (21 pontos). Só perdeu para o Paysandu (2 x 0) em Belém e para o Salgueiro (6 x 2) em Salgueiro/PE. Como visitante, venceu o Cuiabá (2 x 0), o Guarany de Sobral (1 x 0) e o Treze (2 x 1).
      
A excelente campanha do Luverdense dá a dimensão do desafio do Papão, que tanto precisa levantar o moral. Para alento dos bicolores, o time matogrossense está desfalcado de cinco titulares: o goleiro Fernando Welington e o zagueiro Anderson por lesão, o lateral Raul Prata, o zagueiro Dão e o meia Carlos Alberto por suspensão. O Papão só não tem força máxima porque o zagueiro Marcus Vinícius continua sob cuidados médicos. Givanildo Oliveira tem a possibilidade de repetir a escalação do jogo anterior, o que ainda não aconteceu em toda a campanha bicolor na competição.
           
 
Vexame remista no marketing
      
Iniciativa de um grupo de torcedores, ano passado, resultou no movimento 'O Remo é Meu', que promoveu algumas mobilizações e fez investidas em marketing, inclusive a campanha 'República do Sangue Azul'. Além de seguirem projetos bem sucedidos do Corinthians, implicando na concepção de plágio, as investidas remistas fracassaram, como quase tudo que já se fez de marketing no clube. Restou mais um desgaste, desta vez como vexame maior por ter implicado em repreensão do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Um caso isolado de marketing sem fracasso no Remo foi a exploração da marca do clube em carteiras de cigarro da Fábrica Santa Thereza, em 1914. Ou seja, o Remo foi precoce no marketing. Mas desaprende há 98 anos.

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