21 de agosto, 2012 - Belém

E continua a famosa farra de contratações no Remo


Remo, uma farra sem fim
      
O volante Índio é o 43º jogador que o Remo recebe desde agosto de 2011, quando começou a montar o elenco para a temporada 2012. Somando os 12 profissionais contratados para a comissão técnica, a farra sobe para 55 nomes. Desse total, 29 já foram embora. Restam 26.
      
Em 12 meses, com todo o 'entra e sai' de jogadores, técnicos, auxiliares e preparadores físicos, o Remo torrou mais de R$ 4 milhões para ser vice-campeão estadual, parar na segunda fase da Copa do Brasil e se arrastar na Série D diante de modestos adversários regionais. A farra teve duas etapas. Na primeira, a empresa goiana L2 Sports despejou no Baenão peças do nível de Felipe Baiano, Cássio, Deivisson, Rodrigo Ayres, Juliano e companhia não menos limitada. A segunda etapa é do empresário mineiro Anderson Nasrala, que conseguiu empregar no Baenão figuras como Léo Medeiros e até mesmo o limitadíssimo Márcio Tinga, titular nas opções de Edson Gaúcho para o jogo do Amazonas, onde Marcelão também teve vez para estrear sem as menores condições, provocando saudade de Juan Sosa, assim como Tinga provocou saudade de Adenísio e Márcio Pinguim, jogadores dispensados por Gaúcho. Mendes, Gustavo, Laionel, Rudiero e Índio são as outras apostas de Gaúcho.
      
Além dos envios da L2 Sports e de Anderson Nasrala, o Remo recebeu também os avulsos, como Ávalos, que não consegue corresponder, Magnum e Santiago, que decepcionaram, Franklin, Alexandre, Dida (goleiro) e Jean, que foram embora sem sequer estrear.
 
 
Crescente rejeição a Gaúcho
      
Em todos os segmentos do Remo cresce a rejeição ao técnico Edson Gaúcho. Os remistas mais influentes cobraram muito do presidente Sérgio Cabeça a troca no comando do time, depois da humilhação que o Leão sofreu em Itacoatiara. Isso tudo é consequência dos desgastes causados por atitudes e declarações de Gaúcho, que além de não arrumar o time e de trazer jogadores que nada acrescentam, tem cometido erros primários nas escalações e substituições, principalmente na derrota para o Penarol. Assim mesmo, Gaúcho está mantido no cargo.  
 
 
Papão só saiu uma vez do G4
      
Oito rodadas disputadas e o Paysandu só saiu da zona de classificação na 6ª rodada, quando foi derrotado (1x0) pelo Treze na Paraíba. O quadro abaixo mostra o Papão, atual 4º colocado, como clube mais presente no G4, e o Águia, atual 5º, com duas presenças.
1ª rodada – Paysandu, Salgueiro, Santa Cruz, Guarany
2ª rodada – Paysandu, Icasa, Salgueiro, Águia
3ª rodada – Icasa, Paysandu, Luverdense, Santa Cruz
4ª rodada – Luverdense, Icasa, Paysandu, Águia
5ª rodada – Icasa, Fortaleza, Luverdense, Paysandu
6ª rodada – Luverdense, Fortaleza, Santa Cruz, Icasa
7ª rodada – Luverdense, Fortaleza, Salgueiro, Paysandu
8ª rodada – Luverdense, Fortaleza, Salgueiro, Paysandu

 

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