16 de agosto, 2012 - Belém

Enfim, chega o momento de Harison mostrar o que sabe no Paysandu


Harisson com a chance de honrar o cartaz
       
Titular com Lecheva contra o Cuiabá, Harisson foi mantido no time bicolor por Givanildo Oliveira no coletivo de ontem. O meia está ganhando a chance de finalmente honrar o cartaz com que voltou à Curuzu, 17 depois de sair ainda menino para o São Paulo. Em seis meses, Harisson fez muito menos do que se esperou dele. Teve apenas alguns bons momentos, contra Sport Recife e Guarany de Sobral. Está devendo ao clube na relação custo x benefício.
       
Jogador de admirável talento, Harisson queixa-se da falta de seqüência de jogos para deslanchar. A chance pode estar chegando. Cabe a ele mostrar a capacidade que tem e jogar futebol à altura do currículo. Afinal, se não for agora, quando será?
 
 
Placares pifônicos, símbolos de descaso
       
Em agosto de 2009 o Paysandu fez festa para inaugurar o modesto placar eletrônico da Curuzu, doado pelo então deputado Robgol. Três anos depois, resta apenas o lugar do equipamento, desativado pouco tempo depois da inauguração. Em março de 2010 foi a vez do Remo festejar a inauguração de um vistoso placar eletrônico, que logo virou pifônico e simboliza descaso no Baenão.
       
O discurso da exploração dos placares eletrônicos como veículos de publicidade, que gerariam nova receita para os clubes, era só discurso mesmo. Pura conversa fiada. Na realidade, essa tecnologia não cabia mesmo no atraso dos dois clubes, da mesma forma que os sites oficiais, o marketing, as categorias de base e tantos outros arremedos. Quando isso vai mudar? Se alguém tiver a  resposta, se manifeste. 
 

Águia: tudo pela reabilitação
       
Vindo de duas vitórias consecutivas (1 x 0 no Paysandu e 3 x 1 no Guarany de Sobral), o Treze da Paraíba vai chegar a Marabá embalado, confiante, perigoso. Ao contrário, o Águia se refaz da humilhante goleada para o Luverdense (5 x 1), mas tem como inspiração para reagir o próprio Luverdense, que perdeu de 6 x 2 para o Salgueiro e duas rodadas depois fez quase o mesmo com o time marabaense. Um fator ainda mais significativo de autoconfiança pro Águia é o seu retrospecto em casa.
       
Nos três últimos campeonatos da Série C, o Águia disputou 13 jogos em Marabá e perdeu apenas um (1 x 0 para o ABC de Natal, campeão de 2010). No mais, oito vitórias e quatro empates. Venceu o Rio Branco por 4 x 0 e 3 x 0, Paysandu por 2 x 1 e 2 x 1, Luverdense por 1 x 0, Araguaina por 2 x 1, Cuiabá por 2 x 1 e Guarany por 2 x 1. Empatou com o Sampaio Corrêa em 2 x 2, São Raimundo em 1 x 1, Fortaleza em 1 x 1 e Salgueiro em 2 x 2. São números encorajadores para o time aguiano, cuja força em casa é incontestável, e que deverá ser enriquecer com a estreia de Daniel no meio de campo e a entrada de Branco no ataque. Branco é o artilheiro do clube na temporada, com 13 gols. 

 

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