03 de agosto, 2012 - Belém

Novo time e nova formação: sinônimo de um novo Paysandu?


Papão em nova versão na Paraíba
         
A troca do terceiro zagueiro pelo terceiro meia, experimentada desde a semana passada, pode ditar a nova versão tática do Papão para o jogo de Campina Grande. Roberval Davino trabalhou esse sistema com a preocupação de não inibir a ofensividade de Yago Pikachu. Por isso, o colocou como meia-atacante, escalando Régis na lateral direita e Pablo na esquerda, sacando Thiago Costa e Kiros. Nessa nova estrutura, Pablo é um lateral de funções mais defensivas. Vânderson, Ricardo Capanema e Leandrinho fazem a proteção à zaga, enquanto Alex William aparece no meio de campo como uma das peças da primeira linha de marcação.
         
Davino não confirma, mas a julgar pelos treinamentos é com essa nova versão que o Paysandu deve enfrentar o Treze, domingo, em Campina Grande, mais encorpado, mais dinâmico, mais esperançoso.   
        
 
Copa dos Campeões, uma glória sem frutos
         
Além de uma belíssima história, o que mais ficou para o Papão da Copa dos Campeões e da conseqüente Copa Libertadores? Nas duas competições o clube ganhou mais de R$ 5 milhões em bilheteria e cotas de participação. Com a visibilidade internacional, se potencializou para grandes patrocínios. Teve oportunidade preciosa para alavancar o marketing. Mas nada disso aconteceu. Clubes como Avaí, Figueirense, ABC e Ceará deram salto de estrutura e prestígio sem as vitrines que o Paysandu teve e não explorou. 10 anos depois da Copa dos Campeões, 9 anos depois de atingir o 39º lugar no ranking mundial de clubes, o Papão sofre na Série C, com aperto financeiro e imagem comprometida no mercado, ainda funcionando com amadorismo.
         
A conquista histórica do título de Campeão dos Campeões, em nível de 1ª divisão, merece todas as comemorações. A festa programada para amanhã, na Curuzu, não corresponde à grandeza do título, mas é o que o clube é capaz de fazer. Talvez porque mesmo 10 anos depois o Paysandu ainda não tenha a leitura da dimensão da sua própria conquista.
 
 
Remo de volta ao local da tragédia
        
A tarde de sábado mais dolorosa da centenária história do Remo foi no dia 6 de setembro de 2008, na derrota por 3 x 0 para o Rio Branco, na Arena da Floresta. Uma derrota que rebaixou o Leão à humilhante posição de aspirante à 4ª divisão nacional. Quatro anos depois, o clube ainda luta para sair do abismo. E amanhã volta ao local da tragédia, agora para enfrentar o Atlético Acreano.
        
A volta ao Acre pode impulsionar o Remo à sonhada volta por cima, como também pode comprometer o projeto da redenção. Tudo depende do resultado do jogo. Afinal, uma vitória engatilha a classificação, um empate mantém as possibilidades atuais e uma derrota dá chance ao azar. Édson Gaúcho garante que o time evoluiu com a nova formação, que amanhã não errará tantos passes e que será mais competitivo. É o mínimo que se espera!

 

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