25 de julho, 2012 - Belém

Leão na pressão para tirar pose do Galo


Leão na pressão para tirar pose do Galo

Líder do grupo com 100% de aproveitamento, o Atlético Acriano curte a própria pose. Afinal, está credenciado por vitória sobre o Penarol no Amazonas e goleada sobre o Náutico/RR no Acre. Nada mal! O Remo, que oscila entre atuações sofríveis e razoáveis, sofre pressão para convencer e decolar. Nessas condições, Remo e Atlético/AC se enfrentam hoje no Baenão, às 20h30.

Por tudo o que cerca o jogo, o Remo terá uma jornada para divisão de águas. Se vence, ganha fôlego. Se vence e convence, ganha embalo para decolar. Se empata, fica em maus lençóis. Se perde, inferniza o próprio ambiente. Isso faz do jogo de hoje uma decisão moral. Jogo chave na trajetória. Jogo para a torcida jogar junto, à medida que o time mostrar bravura e precisar de incentivo. É muito positivo para os remistas o fato de o jogo ser à noite. A temperatura amena vai ajudar no rendimento dos 'trintões'.

Melhor ainda se o time de Édson Gaúcho conseguir jogar bem e envolver o adversário. O gramado reformado vai ajudar muito no acerto de passes. E mais ainda o recuo de Edu Chiquita para volante, saindo André e entrando Ratinho. Mas talvez seja demais querer uma atuação envolvente de um Leão ainda tão inseguro, ao contrário do time atleticano.

Ávalos, alvo de elogios no Baenão

'O Ávalos chegou com 17% de gordura e agora (50 dias depois) está muito perto do ideal'. Essa frase é do fisiologista Divaldo Souza, exaltando o profissionalismo do zagueiro remista, de 34 anos, pela dedicação e pela disciplina no trabalho, dando exemplo aos colegas. Pelo tipo físico, por característica, Ávalos é um zagueiro de pouca dinâmica, sem explosão muscular, com dificuldade na recuperação.

Mas compensa no posicionamento e na liderança para ter a confiança de Édson Gaúcho, compondo dupla com Diego Barros. Outro veterano muito elogiado é Fábio Oliveira, que parou para tratamento de lesão muscular e rapidamente recuperou a forma, aplicando-se nos treinamentos. Mas são André, Cassiano, Aldivan, Reis, Jhonatan e Dida os melhores rendimentos físicos no Baenão.

Chegou a hora de Robinho?

Em 2010, Robinho era apenas um rapaz do interior de Minas Gerais que arriscava a sorte no futebol paraense, defendendo o Abaeté na fase seletiva do Parazão, junto com Leandro Cearense. Na fase principal, em 2011, os dois brilharam pelo Cametá. Robinho virou reforço do Papão para a Série C e não repetiu o brilho. Teve algumas boas atuações este ano no campeonato estadual, se contundiu, saiu de cena e reapareceu contra o Santa Cruz como aposta de Roberval Davino. Correspondeu e subiu de cotação. Parece ter chegado a hora o mineirinho de 23 anos acontecer no Papão.

Robinho tem uma grande vantagem sobre os concorrentes no elenco bicolor. Joga com intensidade, participando ativamente da marcação, ligando jogadas e entrando na área. Por isso, arrancou elogios públicos de Roberval Davino e deverá ser mantido como titular para enfrentar o Águia, com a camisa que poderia ser de Harisson ou de Alex William, jogadores de maior cartaz na Curuzu. Para a mesma função o elenco já tinha Leandrinho e Lineker e chegou esta semana o goiano Washington, ex-Mogi Mirim. Concorrência acirradíssima que obriga Robinho a se esmerar nessa oportunidade para se firmar.

A volta do filho pródigo

Ex-operário de uma fábrica de rodos e vassouras, Aleílson deu tão certo no futebol que em cinco anos fez uma história. Ganhou projeção com a camisa do Águia, foi comprado por investidores e rodou por Olaria/RJ, Flamengo/RJ, Bahia, Noroeste/SP e por último estava no Red Bull, da série A2 paulista.
Contratado de volta pelo Águia para o lugar de Valdanes, o já experiente Aleílson tem potencial e características que o credenciam para dar certo na missão. Uma contratação pontual, sob medida, do clube marabaense, desde que esteja tão disposto quanto no início da carreira.

Foto: Marcelo Seabra

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