18 de julho, 2012 - Belém

Veja a análise das parcerias entre clubes e empresas


Agora é descer do salto
       

Em geral, os torcedores são tentados a acreditar no que querem que seja verdade. Até aí, tudo bem. São torcedores. O que não se admite é que jogadores profissionais se deixem levar pela mesma ilusão. Me sinto à vontade para este comentário porque vinha alertando mesmo nas boas atuações do Paysandu. O time estava rendendo bem, mas ainda não estava pronto. Nem poderia! Seria natural que tivesse oscilações, principalmente se vaidades entrassem em campo. Foi o que vimos no Papão diante do Fortaleza. Agora é descer do salto.
       

O time bicolor não tornou-se o pior por ter perdido em casa para o Fortaleza, como também não era o melhor por ter vencido Luverdense e Guarany de Sobral. O Papão está na média da concorrência e tem todas as condições de evoluir. Mas para ser competitivo tem que ser valente. Só assim terá possibilidade de subir à Série B. Os pecados cometidos diante do Fortaleza fizeram o Paysandu se conhecer melhor e acender o alerta. Vejamos sexta-feira, diante do Santa Cruz, se haverá efeito prático. 
 
 
                     

De novo, risco de punição no STJD  
        

Objetos atirados por torcedores ao gramado e risco de punição para o Paysandu no STJD. Uma conseqüência comum nas derrotas em Belém tanto para o Papão como para o Leão. Apesar da nossa insistência em alertar, um mês antes das Séries C e D, mostrando a necessidades de atitudes preventivas, os clubes e a Seel nada fizeram. Este colunista sugeriu a reativação do túnel móvel que ainda existe no Mangueirão e reproduziu orientações do procurador geral do STJD, Paulo Schimidt. Tudo em vão! O Papão pode ser o primeiro a conhecer o preço da omissão, com perda de mandos, dependendo do relatório do árbitro do jogo contra o Fortaleza.   


 
             
Por que as parcerias de empresas com clubes?
       

Clubes que não têm capacidade de gestão para explorar o próprio potencial de mercado recorrem a parceria com empresas. É o caso do Remo com a Granada Sports, que chega mostrando o caminho das pedras, investindo no apelo popular do Leão Azul para fazer dinheiro na indústria do futebol. O sucesso dessa parceria, no entanto, vai depender fundamentalmente da seriedade da empresa (poucas nesse mercado são sérias!) e de uma postura profissional do clube nos negócios, o que é ainda mais improvável. Havendo seriedade e profissionalismo, tanto o Remo como a Granada Sports podem ter ótimos resultados até mesmo a curto prazo.     
       

As ideias são ótimas e as condições são favoráveis. O sucesso será uma questão de gestão profissional, inclusive para fazer o time decolar na Série D e dar gás ao projeto. 
 
 
                    

Parcerias que fracassaram em Belém
       

Somente nos últimos cinco anos, fracassaram mais de 10 parcerias de Remo e Paysandu com empresas. A principal foi dos dois clubes com a Celpa, no programa 'Seu time, Sua Energia', que surgiu em 2007. Consistia na doação inclusa na conta de energia (de 3 e 30 reais, todo mês), sem qualquer contrapartida. O amadorismo dos clubes condenou o programa ao fracasso. Ainda existe, mas rendendo valores insignificantes. Em 2009, o Remo com a Nação Azul (Fortaleza) e o Paysandu com a WEB Marketing (Goiânia) lançaram os programas de sócio torcedor, que três anos depois são puro fracasso. O Papão já se divorciou da WEB e o Leão está prestes a se divorciar da Nação Azul. Também em 2009 o Remo fez festa por parceria com a Gol Store, que construiria um mini shoping na área do Carrossel. A empresa assumiu o domínio da marca do clube e instalou uma loja na sede. O negócio só foi lucrativo para a empresa. O mesmo acontece agora na relação da Nação Azul com o clube azulino. Em 2010 o Remo fez outra festa para o agente Fifa Jairzinho, o “Furacão da Copa de 70”, que veio a Belém, conheceu o clube, se decepcionou e desistiu do contrato que o colocaria como parceiro do Remo nas categorias de base. Também foi frustrada a parceria com o consócio Agre/Leal Moreira, que envolvia a negociação do Baenão. Pode parecer incrível, mas tudo isso aconteceu no Remo e no Paysandu somente nos últimos cinco anos.
        

Leão e Papão tiveram relações tumultuadas com a BWA e têm graves desgastes com o governo estadual, atualmente o maior patrocinador. Recentemente o Paysandu recuou de uma parceria com a LA Sports, de Curitiba. E espera pela decolagem da badalada e ainda morna parceria com a RC3, de Roberto Carlos. Agora o Remo faz novo barulho, desta vez pelo contrato de quatro anos com a Granada Sports. No que vai dar? Sabe-se lá...! Chances de sucesso somente com profissionalismo do Remo, seriedade e competência da Granada.   

 

 

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