13 de julho, 2012 - Belém

Do que o Papão precisa para quebrar recorde?


 

Do que o Papão precisa para quebrar recorde?


O Santa Cruz/PE se diz recordista geral de público, nas quatro séries do Campeonato Brasileiro, com 26.357 pagantes. Mas nos dados oficiais da CBF teve apenas 15.165 pagantes no jogo contra o Guarany de Sobral. A explicação para a diferença de 11.192 ingressos está numa nova postura da CBF, que a partir deste ano não reconhece mais nas suas estatísticas de pagantes os ingressos do programa Todos com a Nota, do governo pernambucano, que troca ingressos do futebol por cupons fiscais.


Amanhã o Santa Cruz volta a jogar em casa, contra o Treze/PB, com a possibilidade de ampliar a marca. Caso contrário, o Paysandu só precisará superar a marca de 15.165 pagantes, no jogo contra o Fortaleza, para tornar-se recordista de público nesta Série C. A torcida bicolor está empolgadíssima com o excelente começo de campanha do Papão. Por isso, mesmo com o jogo no Mangueirão, numa segunda-feira, é provável que proporcione um público acima de 20 mil pagantes. Os ingressos estão à venda por 20 reais a arquibancada e 40 reais a cadeira.


Papão tem a 13ª e o Leão a 29ª média de público


Dados levantados pelo jornalista paulista Rodolfo Brito (rbrito1984.blogspot.com.br), a partir dos borderôs oficiais, mostram as médias de público de todos os clubes nas quatro séries do Campeonato Brasileiro. O Paysandu tem a 13ª média, com os 10.722 pagantes do jogo contra o Luverdense. Está acima de Flamengo, Botafogo, Figueirense, Vasco, Santos, Palmeiras, Ponte Preta e Portuguesa, todos da Série A.


O Remo, com os 4.639 pagantes do jogo contra o Penarol/AM, ocupa a 29ª posição, enquanto o Águia tem a 59ª média: 1.073 torcedores no jogo contra o Cuiabá. A melhor média geral é do Sport Recife (20.976), na Série A, e a pior é do Cerâmica/RS, que teve apenas 52 pagantes no jogo contra o Concórdia/SC, na Série D.


Um dado relevante está no comparativo dos campeonatos da 2ª e 3ª divisões. A média de pagantes da Série C, nas duas primeiras rodadas, é de 4.076, enquanto a Série B, que está na 10ª rodada, tem média de 3.710. Paysandu, Santa Cruz e Fortaleza são as alavancas do campeonato. Juntos, os três clubes venderam metade dos 73 mil ingressos de toda a competição, até agora.  


Régis, uma peça em débito


Destaque do São Bernardo no campeonato paulista, Régis chegou ao Paysandu muito bem credenciado. Teve participação discreta num jogo treino contra o Time Negra e mais discreta ainda no jogo contra o Luverdense. Não jogou contra Remo e Guarany de Sobral.


Régis é destro. Destacou-se no São Bernardo como lateral direito e ainda não deslanchou no Papão pelo lado esquerdo. O atleta, de 22 anos, é natural de Brasília. O Paysandu é o sexto clube do currículo, que já tinha Legião/DF, Goiás, Guaratinguetá/SP, Marcílio Dias/SC e São Bernardo/SP. 


Uma vantagem da 'velhice' remista


Um time cuja média de idade está em torno de 30 anos não pode negar que é 'velho'. Isso é um problema no Remo, como reconhece o técnico Édson Gaúcho, que busca compensação no vigor físico de Reis (19 anos), Cassiano (22), Jhonatan (20) para dar equilíbrio ao time. Mas num clube tão pressionado como está o  Remo, que luta desesperadamente para subir à Série C e garantir calendário completo em 2013, jogadores rodados são fundamentais pelo suporte emocional, sobretudo nos jogos mais decisivos.


Neste início de campeonato, um agravante para a alta média de idade é o estágio físico de alguns veteranos. Léo Medeiros (31 anos) e Mendes (36), que chegaram no último pacote de reforços, são os casos  principais. Ávalos (34) só agora está entrando em forma. Fábio Oliveira (38) caiu muito de rendimento e ganhou repouso para recuperar as forças. Enfim, o serviço de fisiologia do Remo está voltado para a elevação da capacidade física de todo o elenco.


E tem ótima oportunidade para atingir o objetivo até o jogo do dia 25, contra o Atlético Acreano. Por sua vez, Édson Gaúcho trabalha na arrumação tática focando em posse de bola, explorando o potencial técnico individual dos veteranos, especialmente dos articuladores Edu Chiquita e Léo Medeiros. Afinal, quanto mais o Remo tiver a bola, menor será o desgaste físico e maiores serão as possibilidades de vencer.

 

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