12 de julho, 2012 - Belém

Gaúcho segue em fase de experimentações no Remo


 

Uma vitória que dá suporte emocional aos azulinos
     

O efeito fundamental de Édson Gaúcho no Baenão é de ordem emocional. Além de trocar peças no elenco e reformatar o time, o técnico azulino tratar de despertar comprometimento dos atletas com a causa do clube. Para isso, insiste em provocá-los a se colocar no lugar dos torcedores, que pagam, sofrem com desconforto e desilusões, mas não abandonam o time. A cobrança é de reciprocidade com suor na camisa. E esse foi o espírito que levou o Remo à vitória em Roraima. O time se superou, compensou as deficiências pelo esforço extra e se impôs em campo, principalmente no segundo tempo, que prevaleceu o vigor físico de Jhonatan, Reis e Cassiano, além da dinâmica ofensiva de Ratinho, acionado como atacante.
      

A vitória gerou confiança e entusiasmo. Assim elevou o astral e deu suporte emocional aos azulinos para a continuidade do trabalho com a mesma dedicação e cumplicidade. Com duas semanas pela frente até o próximo jogo, contra o Atlético Acreano (dia 25), Édson Gaúcho tem tempo sob medida para arrumar taticamente o time. E ainda tem os amistosos de Paragominas, sábado, e contra o River Plate do Uruguai, dia 17, em Belém, para testar a evolução do time remista. Enfim, bons ventos começam a soprar no Baenão, inclusive com a liderança do grupo na Série D.      
 
 
 
                                        

Losango não funcionou
      

Léo Medeiros foi apagado e Edu Chiquita foi discreto. Por isso o 'losango' de Edson Gaúcho não funcionou em Boa Vista. André ficou sobrecarregado. Só Reis fez bem a função. A proposta do técnico remista é interessante, mas não há dinâmica suficiente em Léo Medeiros e Edu Chiquita para o duplo papel de volantes e meias. Principalmente num gramado ruim, onde a troca de passes é dificultada, como em Roraima. Édson Gaúcho está na fase das descobertas, o que torna mais importantes os amistosos de sábado e terça-feira.
      

Taticamente, ninguém é mais importante no Remo que o atacante Cassiano, que sem bola reforça a marcação e com a bola está furando os bloqueios. Vigoroso e sempre muito disposto a contribuir, Cassiano já virou xodó dos companheiros e precisa ter o mesmo carinho dos torcedores.
 
 
 
                         

Pikachu, um misto de Aldo e Jucemar
     

O amapaense Aldo brilhou na lateral direita do Paysandu no início dos anos 80, uma década antes do nascimento de Yago Pikachu, que faz relembrar o seu futebol. As semelhanças estão na intensidade e nas diagonais com finalizações e gols. Mas foi Jucemar, em 2008, quem influenciou Pikachu, pelo menos na técnica para bater na bola. A revelação bicolor diz que observava atentamente os treinamentos de Jucemar e tratava de fazer igual no time bicolor sub 17. Até chegou a fazer gol de falta no Parazão, contra o Águia, ao estilo do seu inspirador. Mas, estranhamente, não vem tendo oportunidades de cobrar de faltas.
     

Yago Pikachu é o tipo de jogador que não tem como não dar certo no futebol. Associa talento e vigor a uma dedicação exemplar. Ninguém treina mais que ele na Curuzu. É o melhor preparo físico, o melhor aproveitamento técnico e ainda tem facilidade para assimilar funções táticas. Roberval Davino se empolga quando fala sobre Pikachu, inclusive salientando que 'ele tem alegria nas pernas'. Pikachu, que em 2009 disputou a Copa São Paulo pelo Castanhal, é folgadamente a maior revelação paraense da temporada.
 
 
                     

Pikachu já se dividiu entre Paysandu e Remo
        

Em 2007, Yago Pikachu era atleta do Paysandu no futebol e do Remo no futsal. Quando teve que fazer a opção, o futebol o tornou exclusivo do Papão. Ele próprio me fez essa revelação, ontem, quando esteve na TV Liberal e deu entrevista no Globo Esporte. Yago lembrou que seu início foi no futsal da Tuna, onde ganhou do técnico Capitão o apelido de Pikachu. No futebol, com 12 anos, chegou a ser campeão sub 13 pela Tuna. Levado para o Paysandu por João Pompeu, foi campeão sub 13, sub 15 e sub 17 vestindo alviceleste, sempre como lateral direito.  

 

 

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