09 de julho, 2012 - Belém

Papão repete o que fez há 22 anos na Terceirona


 

Papão repete o que fez há 22 anos na Terceirona

Na 3ª Divisão de 1990, o Paysandu começou a campanha vencendo o Tiradentes no Piauí (2 x 1) e o Nacional de Manaus em Belém (2 x 0). Agora, 22 anos depois, só mudaram os adversários. O time bicolor repetiu até os placares: 2 x 0 no Luverdense na Curuzu e 2 x 1 no Guarany em Sobral.


Essa é uma observação que realça o bom começo de campanha do Papão, que em seis anos na Série C fez 22 jogos fora do Pará e venceu apenas três. A terceira vitória foi sábado em Sobral. As outras duas foram ano passado: 1 x 0 no Araguaína e 2 x 1 no Rio Branco (jogo anulado).


O time de Roberval Davino confirmou em Sobral a boa impressão causada diante de Remo e Luverdense. Lidera o grupo Norte-Nordeste na Série C e já empolga os torcedores. É o Papão colhendo os frutos das boas contratações e da boa preparação para este campeonato. Pelas mesmas causas do Paysandu, o Águia também colhe bons frutos. Empate com o Fortaleza em Fortaleza e vitória sobre o Cuiabá em Marabá são resultados expressivos.


O Águia começou a campanha contra dois dos maiores orçamentos de toda a Série C e provou que tem potencial para disputar classificação à segunda fase. O próximo jogo do time aguiano será contra o Icasa, domingo, no Ceará.  


Perspectivas de bilheteria


Com a torcida empolgada, o Paysandu convive com ótimas perspectivas de bilheteria para a próxima segunda-feira, quando vai receber o Fortaleza no Mangueirão. Ideia inicial é cobrar 15 reais pela arquibancada. Preço coerente e convidativo. O Remo não aposta tanto na torcida e está anunciando que vai manter no Baenão os jogos de julho. O próximo será dia 23, contra o Atlético Acreano. Antes, o Leão jogará contra o Náutico, em Roraima, amanhã; em Paragominas, amistoso contra o Paragominas, no próximo sábado; e em Belém, contra o River Plate do Uruguai, amistoso dia 17, terça-feira.


Leão junta duas cabeças pensantes no time


Ao juntar Léo Medeiros e Edu Chiquita no meio de campo, Édson Gaúcho cria possibilidades de maior posse de bola, mais inteligência e maior criatividade para o time remista. Sem bola, o Leão perde na pegada, mas com a bola ganha eficiência.


Para dar equilíbrio ao time, Édson Gaúcho posiciona André como uma espécie de líbero adiantado, num triângulo defensivo com Ávalos e Diego Barros, dando suporte para os avanços de Dida e Aldivan, enquanto os 'trintões' Léo Medeiros e Edu Chiquita vão se desdobrar trabalhando como volante e meias ao mesmo tempo.


Reis  vai completar o que Édson Gaúcho define como 'losango' no meio de campo. Mas Cassiano também tem função de efetiva marcação, enquanto Mendes jogará livre como referência ofensiva. É o Remo redesenhado, numa nova formatação tática, para o jogo de Roraima, amanhã, contra o Náutico.

 

 

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