06 de julho, 2012 - Belém

Sede do Paysandu pode ir à leilão por três débitos


 

Três débitos põem em risco a sede do Papão
       

O Paysandu nem chegou a negociar uma forma de pagamento do que deve a Arinelson (R$ 3,7 milhões) e Jóbson (R$ 1,8 milhões) no prazo estabelecido pela Justiça do Trabalho. Agora torna-se mais difícil qualquer acordo. É que estão atrasadas quatro parcelas de um acordo fechado em março de 2011 com o goleiro Alexandre Favaro (40 parcelas de R$ 7,5 mil) para evitar que a sede fosse leiloada na época. A Justiça só está esperando o resultado da reavaliação do imóvel solicitada no dia 18 de junho. Tão logo tenha o valor, o TRT vai programar o leilão. E o descumprimento do acordo fechado com Favaro no Tribunal praticamente inviabiliza qualquer saída para o clube bicolor.
        

O Paysandu foi o último clube da carreira de Alexandre Favaro, que aos 35 anos encerrou a carreira. O ex-atleta, que mora no interior de São Paulo, cobra não só as parcelas atrasadas do acordo feito na Justiça como também três salários do contrato de 2011.    
 
 
                                  

Em 2008, R$ 6,5 milhões
        

A última avaliação oficial da sede bicolor, pela Justiça, foi feita em 2008. O imóvel foi avaliado em R$ 6,5 milhões. Há menos de um ano o Paysandu encomendou nova avaliação por especialistas da Universidade Federal do Pará e anunciou o valor de R$ 12 milhões. Para o leilão, porém, vai valer a avaliação que está sendo feita agora, apenas como valor de referência. Mas o imóvel pode ser arrematado pela melhor oferta, seja qual for. Ou seja, o Papão corre o risco de ficar sem a sede e não quitar os débitos. Apesar de tão grave, a questão não está sendo tratada no clube com a devida seriedade. Há dois meses o presidente Luis Omar vem pedindo uma reunião do Conselho Deliberativo para o tema e ainda não teve resposta.                                              

 

 

Uma questão de humanidade       


O Remo chegou a tal ponto de desprezo pela própria imagem que somente um apelo de Édson Gaúcho poderia sensibilizar a nação azulina para o drama dos funcionários do Baenão, por atraso de salários. Os que se acham 'donos' do clube deveriam se envergonhar. Afinal, se o Remo não paga os funcionários não é por falta de dinheiro, mas pelo mau uso do dinheiro do clube. Pais e mães de família que ganham modestos salários não recebem regularmente, mas o clube gasta o que não tem importando figuras graciosas como Santiago, Davisson, Jean Marcelo, Alexandre,  Panda, Juliano, Franklin, Rodrigo Ayres, Márcio Pinguim e outros 'turistas'. Mas é claro que ninguém se envergonha de nada. Afinal, no Remo os caprichos e vaidades pessoais estão muito acima dos compromissos com a imagem do clube.       


O apelo de Édson Gaúcho por doações ou patrocínios extras que atualizem os salários de funcionários é fundamentalmente uma questão de humanidade. Quem não estiver preocupado com o clube, bem que poderia se preocupar com as famílias prejudicadas pela falta de salários. Ao ouvir o técnico azulino levantar a questão, sugeri que jogadores e comissão técnica façam homenagem aos 'padrinhos' a cada jogo em Belém. Uma forma seria com faixa na entrada em campo e citação nas entrevistas. Outra sugestão foi para o sorteio de viagem com a delegação aos jogos fora do Pará. Torcedores pagariam determinado valor para concorrer. Toda a renda iria para os funcionários. Passagem e hospedagem seriam obtidos de um patrocinador. Gaúcho gostou e ficou de agir.                                                                           

 

 

Números mostram poder do Águia em Marabá          


Nos três últimos campeonatos da Série C, o Águia disputou 10 jogos em Marabá e perdeu apenas um (1 x 0 para o ABC de Natal, campeão de 2010). No mais, seis vitórias e três empates. Venceu o Rio Branco por 4 x 0 e 3 x 0, Paysandu por 2 x 1 e 2 x 1, Luverdense por 1 x 0, Araguaina por 2 x 1. Empatou com o Sampaio Corrêa em 2 x 2, São Raimundo em 1 x 1 e Fortaleza em 1 x 1. É um retrospecto que traduz o poder aguiano no alçapão Zinho Oliveira, cujo maior diferencial está na má qualidade do gramado, além das dimensões abaixo do padrão, com 100 por 65 metros.           


O campo dificulta o acerto de passes e torna o jogo aéreo mais decisivo. Bem adaptado, o Águia explora bem essas condições. Com o time aguerrido, organizado e maduro que tem, o Águia vai tratar de se impor diante do Cuiabá, amanhã, para confirmar a sua força. Foi assim que o clube marabaense venceu os quatro jogos que disputou em casa na Série C de 2011.                  

 

 

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