05 de julho, 2012 - Belém

'Uma água!' É isto que se pode concluir dos números da defesa do Remo


 

Números denunciam 'garapa' azulina        


Em toda a temporada, o Remo tomou 40 gols em 32 jogos. Média de 1,24 por jogo. Mas no segundo turno do Parazão o Leão tomou apenas 8 gols em 11 jogos. Média de 0,7 por jogo. Nos últimos três jogos, porém, foram 9 gols nas redes remistas, média de 3 por jogo. Uma 'garapa'! O que pode explicar essa variação?


Vulnerável no primeiro turno estadual (12 gols tomados em 9 jogos) por inconsistência na marcação, o time azulino melhorou o rendimento defensivo quando Flávio Lopes revigorou o meio de campo com Jhonatan (20 anos), Betinho (20) e Reis (19) juntos com André (29) e mais a participação efetiva de Cassiano (22 anos), num papel de quinto homem de marcação, ajudando o meio de campo. A importância da função tática de Cassiano pode ser medida pela ausência dele nas derrotas mais extravagantes: 4 x 0 para o Bahia, 3 x 0 para o Paysandu e 4 x 2 para o Vilhena. É um trabalho que Marcelo Maciel não faz. Mas a saída de Betinho e principalmente a ausência de Jhonatan nas finais do campeonato estadual acentuaram a vulnerabilidade defensiva. Outro fator foi a queda de rendimento de Fábio Oliveira, 38 anos, que chegou a impressionar pelo fôlego nos seus primeiros jogos, ajudando ativamente na marcação, mas ultimamente está pecando até pela baixa dinâmica ofensiva. No Re-Pa amistoso e neste início de Série D, o Remo teve como agravantes a entrada de mais veteranos e a reestruturação tática com trio de zagueiros pesados.       


Talvez sem os dados que a coluna está expondo, mas com a evidência dos fatos, Édson Gaúcho fez a leitura da 'garapa' azulina e está buscando solução. A primeira providência foi tirar um zagueiro e resgatar os vigorosos Reis e Cassiano. Afinal, com marcação frouxa e tantos 'trintões' no time, fica muito difícil cumprir a missão de promover o Leão à Série C. Por isso, o elenco continua em reforma.                                  

 


Hora de aplicar a lição       


Em Rondônia, o Remo acreditou que era favorito, se encheu de pose e foi humilhado pelo Vilhena (4 x 2). Para o jogo de Roraima, a lição implica em descer do salto e respeitar o Náutico, apesar de toda a modéstia do time roraimense.        


O Remo vai jogar num campo que é arremedo de estádio, diante de testemunhas, mas enfrentando um adversário entusiasmado, disposto a tudo pela vitória sobre a tradição remista, tal como o Vilhena. Ou o Leão se impõe pela seriedade, terça-feira, em Boa Vista, ou sofre mais um vexame amazônico.                                

 

Guarany, único cearense com título nacional        


Com as honras de quem tem três títulos nacionais (dois da 2ª divisão e uma copa dos campeões), o Paysandu vai enfrentar o único clube cearense com título brasileiro. O Guarany de Sobral foi campeão da Série D em 2010, quando decidiu com o América do Amazonas.         


O Guarany foi mal no campeonato cearense de 2012, com apenas seis vitórias em 22 jogos. 8º lugar. O paraense André Mensalão foi o principal destaque do time sobralense, mas começou a Série C na reserva, por ter perdido tempo na preparação, enquanto brigava com a Tuna na Justiça do Trabalho para ser desvinculado. E conseguiu! A estréia com empate (1 x 1) com o Santa Cruz em Recife, diante de 26 mil torcedores, foi uma demonstração do que o Guarany é capaz, principalmente em casa.                       

 


Pikachu é o goleador do Papão na temporada       


Com quatro gols no campeonato estadual e dois na Copa do Brasil, Yago Pikachu é o goleador do Paysandu na temporada. Na Série C, além de esperança de gols, é também um candidato a garçom, tal como foi nas vitórias sobre o Remo e o Luverdense.         


No sistema 3-4-2-1, de Roberval Davino, Pikachu é um ala que varia suas ações ofensivas, tanto buscando a linha de fundo como se infiltrando em diagonal. No Re-Pa não fez gol, mas sofreu pênalti e deu o passe para o gol de Leandrinho. Contra o Luverdense fez um cruzamento milimétrico para o gol de Kiros. Davino costuma dizer que Yago Pikachu (19 anos) tem 'alegria nas pernas'. Tem também um preparo físico incomum, que lhe permite jogar sempre em intensidade. Uma gratíssima revelação bicolor. 

 

 

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