04 de julho, 2012 - Belém

Roberval faz do Paysandu uma raridade tática em campo


 

Papão atual é uma raridade tática no Pará        


Com jogadores chegando e saindo quase toda semana, como tem sido comum no Paysandu e no Remo, não dá nem para imaginar um time ajustado taticamente. Graças a um mês de atraso na Série C, Roberval Davino teve um mês e meio para treinamentos e deu uma clara formatação ao time bicolor. A atuação diante do Luverdense foi a confirmação das boas impressões causadas no Re-Pa. O Papão atual é uma raridade no futebol paraense por sua aplicação tática. Em vez da habitual correria e da ilusão de que pode ganhar na marra, pela pressão da torcida, vimos na segunda-feira um time organizado, sereno e paciente, obedecendo ao comando de Davino. O Papão ainda tem os defeitos naturais de um time em formação, mas está muito bem encaminhado para a estabilidade de rendimento. E isso tudo significa que a longa espera pela Série C foi bem aproveitada. O atraso do campeonato deu a Davino o tempo de trabalho que jamais teria na Curuzu por planejamento.        


O Remo teve quase o mesmo tempo, mas foi tão mal conduzido que o 'entra e sai' de jogadores (e comissão técnica também) continua mesmo depois de iniciado o campeonato. O Leão Azul está reformando a reforma da reforma do elenco. Esta gastando o dinheiro que não tem para corrigir erros primários, muito freqüentes nas últimas quatro décadas no Baenão. Conduta própria de um clube parado no tempo, que se recusa a evoluir, comete novos pecados enquanto paga os antigos. O Remo parece marcado pelo destino, 'premiado' com os mais ultrapassados conceitos de futebol e de gestão. Justamente por força desse atraso buscou em Édson Gaúcho o resgate da autoridade de Paulo Amaral, vitorioso técnico azulino nos anos 70. Afinal, profissionalismo no Baenão só mesmo sob as ordens de alguém que fale mais grosso que os cartolas.                               

 


A voz das diretas       


Tímida entre os conselheiros, a voz das eleições diretas começa a ecoar na torcida remista. O protesto diante da cabine da diretoria, domingo, no Baenão, foi o começo de uma cobrança que tende a crescer e que é necessária. O Remo tem que sair do atraso. O projeto do novo estatuto tem que sair da gaveta. Basta de inércia. E tudo isso vale igualmente para o Paysandu, que também resiste às exigências do Código Civil Brasileiro, com estatuto arcaico e eleições indiretas. Os dois clubes terão eleição de presidente no final do ano e correm o sério risco de sofrer ações na Justiça pela insistência na ilegalidade.                  

 


Papão foi mais que o dobro do Leão nas arquibancadas       


Se no primeiro semestre a torcida remista foi soberana, com média de 15,8 mil pagantes, enquanto a torcida bicolor teve 9,6 mil por jogo, o segundo semestre começou com maioria alviceleste. O Remo atraiu apenas 4.636 pagantes ao Baenão no domingo. Renda de R$ 53.960,00. O Paysandu atraiu 10.722 pagantes à Curuzu, segunda-feira. Renda de R$ 202.400,00.        


No jogo contra o Penarol, o Remo lucrou apenas R$ 25.500,00. Mas o lucro acumulado na temporada é de R$ 1,6 milhão. O Paysandu lucrou no jogo contra o Luverdense R$ 149.638,00. Em toda a temporada o lucro acumulado está em R$ 890 mil.       


As Séries C e D estão apenas começando. E com os dois clubes prometendo passar a jogar no Mangueirão, se fizeram por merecer as torcidas que têm, vão 'bamburrar' nas bilheterias. Afinal é somente nas arquibancadas que podemos ter Re-Pa no campeonato brasileiro.                         

 


Empresário reafirma compra do remista Reis           


Se procedem afirmações do empresário Anderson Nasrala, está consumada a compra do meia Reis junto ao Remo. R$ 250 mil por 70% dos direitos econômicos. Nasrala disse ontem ao repórter Carlos Fellip, do Portal ORM, que a última pendência foi resolvida. O jogador aceitou a proposta salarial da empresa Conquista Sports, que vai disponibilizá-lo a um clube onde possa ter visibilidade e projeção no mercado.         


Reis, 19 anos, natural de Capitão Poço, veio para o Leão Azul trazido por um parente. Foi campeão sub 17 e sub 20. É um jovem centrado, dedicado ao trabalho, com deficiências a serem corrigidas, mas com potencial suficiente para uma carreira vitoriosa. E o Remo vai torcer muito por isso, como forma de faturar com os 30% que vão restar do seu vínculo.  

 

 

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