29 de junho, 2012 - Belém

Baenão já não é o mesmo. Édson Gaúcho sacode o Remo


 

Édson Gaúcho sacudindo o Baenão        


Mudanças no time, novas normas de conduta, reforços chegando... O Remo não tem rotina esta semana. Édson Gaúcho está fazendo e acontecendo no Baenão, sacudindo o clube inteiro, reanimando a torcida, criando um clima positivo para o jogo contra o Penarol, mesmo depois da frustrante estreia na Série D, em que o Leão foi goleado por 4 x 2 pelo Vilhena.         


Em pleno 'laboratório', experimentando novas opções, Édson Gaúcho tem consciência de que a única forma de o Remo se impor em campo e vencer o Penarol é com esforço dobrado. Por isso, o discurso de 'respeito aos torcedores'. Com a chegada de reforços e o anúncio de dispensas, Gaúcho deixa claro aos jogadores que o suor na camisa pode ser a salvação do emprego. É um tratamento de choque que os remistas fizeram por merecer com a apatia que vinham mostrando. Enfim, se não dá para esperar um time envolvente no domingo, dá para ter certeza de um time valente, digno da apaixonada, grandiosa, carente e exigente torcida azulina.                             

 


Ufa! Finalmente as emoções da Série C        


Depois de exatos 60 dias, o Paysandu voltará a campo para jogo oficial na segunda-feira. O Papão vai reaparecer com apenas cinco remanescentes do time do primeiro semestre: Paulo Rafael, Yago Pikachu, Thiago Costa, Leandrinho e Thiago Potiguar. A reforma de 56% no time bicolor tem as caras novas de Marcus Vinícius, Fábio Sanches, Régis, Fabinho, Ricardo Capanema e Kiros. Tem ainda uma transformação tática, com Roberval Davino aplicando um sistema que define como '3-4-2-1'. Portanto, um Papão muito diferente, que já mostrou credenciais ao vencer o Remo por 3 x 0, há três semanas, criando as expectativas mais otimistas para o jogo de segunda-feira, contra o Luverdense.       


São importantes a autoconfiança dos atletas e a empolgação dos torcedores. Mas isso não pode extrapolar o limite da realidade. O time bicolor ainda está em formação e será muito natural que apresente oscilações dentro dos primeiros jogos e de um jogo para outro, até ganhar estabilidade.                                      

 


Preços de ingressos      


Torcedores do Remo pagam 15 reais pela arquibancada e 50 reais pela cadeira para o jogo contra o Penarol. Os bicolores vão pagar 20 reais pela arquibancada e 50 reais pela cadeira para o jogo contra o Luverdense. Preços bem coerentes para o apelo dos dois jogos e para a realidade econômica regional. Ao mesmo tempo, baratos em comparação aos 40 reais que o Fortaleza cobra pela arquibancada para o jogo contra o Águia.        


O futebol é o melhor exemplo da lei de mercado (oferta x demanda). O preço varia muito, de acordo com o nível de interesse dos espetáculos ou da capacidade dos estádios. Em Belém, Paysandu e Remo fizeram jogos decisivos este ano cobrando apenas 10 reais no campeonato estadual, na Copa do Brasil e no recente Re-Pa. Como o Leão vai passar a jogar no Mangueirão e o Papão deve segui-lo, a tendência é que os torcedores tenham ingressos variando de 10 a 15 reais nas Séries C e D, até que os dois times decolem, como se espera.                              

 


Pará sem liderança, sem poder      


A CBF tem um presidente e cinco vices, que representam as regiões norte, nordeste, sul, sudeste e centro oeste. José Maria Marin era vice do sudeste e subiu à presidência na saída de Ricardo Teixeira. Hoje a Assembléia Geral da CBF elege Marco Pólo Del Nero vice do sudeste e substituto imediato de Marin, numa dobradinha paulista no poder. O norte, que tem 8 das 27 federações estaduais, é a região com menor poder político no futebol brasileiro. Fernando Sarney, do Maranhão, é o vice nortista. Sim! Porque na geografia da CBF o Maranhão e o Piauí são do norte.       


Dos 9 títulos nacionais do norte, 7 são do Pará (três do Paysandu, dois da Tuna, um do Remo e um do São Raimundo). Os outros dois são do Sampaio Corrêa/MA. Os dois clubes mais destacados da região no ranking oficial da CBF são Remo (27º) e Paysandu (31º), que também são as duas maiores torcidas da Amazônia. Mesmo com todos esses atributos, o Pará não tem qualquer liderança política. O cargo que hoje é de Fernando Sarney, já foi de Domingos Coelho, também do Maranhão, e de Alfredo Nunes, do Piauí. Ao Pará somente algumas chefias de delegação da Seleção Brasileira e quase nenhuma força política nas grandes decisões de bastidores do futebol brasileiro.          

 

 

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