28 de junho, 2012 - Belém

Ufa! Série C deve mesmo começar neste final de semana


 

Enfim, sinal ficando verde para a Série C        


Por prudência, a CBF ainda não confirmou oficialmente, mas está com a Série C engatilhada para começar neste fim de semana, amparada por liminar da Justiça do Acre que manda incluir o Rio Branco. Uma manobra jurídica da CBF para se amparar diante de decisão da Justiça da Paraíba em favor do Treze. Águia estreia domingo em Fortaleza, contra o Fortaleza, e o Paysandu na segunda-feira, em Belém, contra o Luverdense.

       

O atraso na Série C é de um mês. E o campeonato vai começar sob o risco de suspensão, caso haja êxito para Treze/PB ou Brasil de Pelotas/RS no julgamento do mérito dos seus processos. A ameaça à Série C é extensiva à Série D. Mas é pouco provável que os dois rebeldes tenham sucesso na hora 'h'.                   

 


Preocupação de Gaúcho com time envelhecido      


Mesmo se dizendo muito preocupado com a alta média de idade (30 anos) do time remista, Édson Gaúcho fez questão da contratação de Mendes, que está com 36 anos. O técnico justifica alegando que atacante não tem tanto desgaste físico, principalmente sendo homem de área. Mas garantiu, em conversa com o colunista na Rádio O Liberal/CBN, que outros reforços teriam que ser necessariamente jovens. Vê a necessidade de revigorar principalmente o meio de campo. No entanto, os dois meias contratados no final da tarde têm 31 anos (Léo Medeiros, ex-Guarani/MG) e 26 anos (Márcio Tinga, ex-Marcílio Dias/SC). Ontem, Gaúcho recolocou Reis no time titular e abriu espaço para Tardelli no time reserva. Na contramão dessa ideia, na lateral esquerda colocou Aldivan no lugar de Paulinho. É que Aldivan está em melhores condições físicas, mesmo 9 anos mais velho que Paulinho.         


Édson Gaúcho chama atenção para o nosso clima, cujo calor deste período torna o futebol ainda mais difícil para os atletas mais velhos. Pior ainda quando o time está desarrumado e sob pressão, tendo que se impor pelo esforço físico, como ele está exigindo para o jogo do próximo domingo. Édson Gaúcho experimentou o time ontem com Jamilton; Dida, Edinho, Ávalos, Aldivan; André, Jhonatan, Ratinho, Reis; Marcelo Maciel e Fábio Oliveira. Manteve a alta média de idade. Hoje experimenta outras peças, talvez levando em conta o fator idade.                                                 

 


Gol 900 pode sair domingo       


O Remo está a dois gols de uma marca histórica: o seu gol 900 na história do Campeonato Brasileiro. O gol de Fábio Oliveira em Vilhena, cobrando falta, foi o de número 898. Os jogadores que mais contribuíram nessa artilharia foram Alcino (anos 70) e Mesquita (anos 70/80), com 33 gols, cada. Do time atual, a maior contribuição é de Fábio Oliveira com 23 gols (22 em 2007 e 1 em 2012).        


O Leão Azul está no seu 29º campeonato brasileiro, vivendo a fase de maior penúria, na quarta divisão, sob o abalo da péssima estréia em Rondônia. E tudo isso pode multiplicar a importância do gol 900, se sair com vitória sobre o Penarol.                     

 


Ensinamento chinês num exemplo alemão       


Ensinamento do general chinês Sun Tzu (A Arte da Guerra), está funcionando com sucesso na Eurocopa num exemplo alemão. 50 estudantes cientistas e mais três profissionais formados analisaram 15 jogos de cada adversário e produziram um dossiê de 500 páginas e 20 dvds. Material resumido para cinco páginas e um documentário disponibilizados ao técnico Joaquim Lôw. Esse conhecimento prévio e aprofundado do adversário consta na obra de Sun Tzu como arma elementar dos vitoriosos. Isso que já era óbvio cinco séculos antes de Cristo, ainda não está assimilado pelo Remo, capaz de se deixar surpreender pelo Vilhena e por si próprio.         


Os alemães exploram ioga para o equilíbrio mental dos jogadores, complementando o trabalho dos psicólogos. O Remo, em plena efervescência, ignora a psicologia profissional. Ou melhor, ignora o profissionalismo em geral. E o Leão está no foco das comparações e das críticas pela forma vexatória como estreou na Série D, mas o que falta no Baenão também falta na Curuzu e nos demais clubes 'profissionais' do Pará. Afinal, nosso futebol ainda está em 1970, bancado pelas bilheterias, contratando a rodo, envenenado por fofocas e vaidades, sobrevivendo da paixão desmedida de azulinos e bicolores.

 

 

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