27 de junho, 2012 - Belém

Édson Gaúcho chega para falar grosso no Baenão


 

Édson Gaúcho chega para falar grosso no Baenão

Se Édson Gaúcho vai ajustar o time do Remo e torná-lo competitivo, capaz de conquistar o acesso, só o tempo dirá. Mas o efeito da mudança de comando será imediato nos comportamentos no Baenão. Sai o estilo macio de Flávio Lopes, entra o estilo 'sargentão' de Édson Gaúcho, falando grosso e ditando as normas. O Remo precisava desse comando austero para organizar o futebol no extra-campo. Resta saber se Gaúcho vai organizar o time e dar os resultados em campo, sem os quais não se sustentará.


Quem não se lembra da agressão de Fábio Oliveira a Cassiano no intervalo da decisão estadual, contra o Cametá? Quem não se lembra da fúria de Jhonatan ao ser substituído no recente Re-Pa? Isso é o que aconteceu diante do público. Imagine o que acontecia nos bastidores. Flávio Lopes trabalhava atormentado por ameaças e alguns jogadores que se julgam líderes sentiram-se com o poder que nunca tiveram. Para a autoridade de Édson Gaúcho funcionar, será necessário separar o joio do trigo. Para profissionalizar o trabalho, o novo técnico terá que falar grosso inclusive com os patrões. Terá que exercer uma liderança de 360 graus: para baixo, para os lados e para cima também.


Com o elenco que tem, tirando as sobras e acrescentando reais reforços, o Remo pode ter um time decente para a Série D. A chegada de Édson Gaúcho indica que haverá cobranças mutuas (necessárias!) entre dirigentes, técnico e jogadores. Tudo de forma imediata, para se traduzir em responsabilidade e competitividade já no domingo, contra o Penarol.

 

Sem suor não dá para ser feliz


Auto suficiência é sinônimo de suicídio em campeonatos de correria como as Séries C e D. Sem suor não dá pra ser feliz. O Remo já teve essa constatação ao estrear na Série D, produzindo um alerta para si próprio, como também para Paysandu e Águia que vão iniciar trajetória na Série C. O aguerrimento tem relação direta com o vigor físico, largamente influenciado pelo fator idade. O Remo é o mais velho dos três times paraenses e de todas as séries do Campeonato Brasileiro. Média de 30 anos. O Águia tem média de 28 anos e o Paysandu, de 26 anos. Um time jovem tem sempre uma capacidade maior de superação. Um time veterano faz sucesso quando tem qualidade elevada e está bem arrumado. Ou seja, não pode depender de superação.


Papão: um crédito para honrar


A CBF já tomou as providências de logística para a rodada de abertura da Série C no próximo fim de semana. Como restavam algumas pendências ontem, a entidade deixou para hoje a confirmação do início do campeonato. O Paysandu deve estrear no sábado ou na segunda-feira, diante do Luverdense, com um expressivo crédito para honrar. A vitória no Re-Pa criou uma expectativa óbvia de atuação no mesmo nível, ou melhor, contra o alviverde matogrossense.


O Papão evitou novos amistosos para não arriscar o prestígio. Vai estrear em alta! Roberval Davino se diz contente com a evolução do time. Todos na Curuzu estão muito confiantes. Ótimo! Mas não deixa de ser um time em formação. E o Luverdense sempre foi um adversário cascudo em Belém. É preciso pensar nisso agora e se prevenir.


Hoje, despedida e homenagens no TJD


Uma cerimônia, às 18 horas, com homenagens e inauguração da galeria dos ex-presidentes, vai servir também para as despedidas de auditores. O Tribunal de Justiça Desportiva do Pará vai ter uma nova composição, em breve, para os próximos quatro anos. Dos atuais auditores ficará apenas Antônio Barra Brito, como indicado da OAB. Fecha-se o mandato do presidente Armando Rodrigues, que sai com dois feitos expressivos: a empreitada para transferir o TJD da sede da FPF para o Tribunal de Justiça do Estado e o 2º Encontro Estadual de Justiça Desportiva, que na última sexta-feira trouxe a Belém o procurador do STJD, Paulo Schmitt, e o comentarista global de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho.


Outro mérito do Tribunal foi não deixar processos pendentes, fugindo de uma prática comum. Como mancha ficou a infeliz decisão de anular cartão amarelo do goleiro remista Adriano, que acabou não prevalecendo porque o técnico Flávio Lopes não confiou e não o escalou para a decisão do 2º turno do Parazão, contra o Águia.

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