26 de junho, 2012 - Belém

Experiência? No Remo, muita idade tem sido igual a lentidão


 

Muita idade e pouca dinâmica nas limitações do Leão      


A soma de idades dos 11 atletas que iniciaram o jogo em Vilhena dá 330 anos. Média, portanto, de 30 anos. Convenhamos,  um time velho! Mas essa não é a única constatação no choque de realidade provocado pela péssima atuação e vexatória goleada sofrida em Rondônia, confirmando rendimentos anteriores. Fundamentalmente, o Remo é um time com pouca dinâmica em todos os setores. Por isso, a baixa competitividade.       


Depois do Re-Pa, chamei atenção para as limitações de agilidade dos zagueiros remistas, principalmente Edinho, Avalos, Juan Sosa e Santiago. Defini Diego Barros como meio termo e o garoto Igor João como o único com velocidade para lances de recuperação, porém último nos planos de Flávio Lopes. A zaga que o Remo tem hoje só é apropriada para marcar o ataque do Remo, que também sofre de baixa dinâmica. É um ataque que se deixa marcar. Fábio Oliveira, que completa 38 anos na próxima semana, trabalha num pequeno raio de ação. Marcelo Maciel, o homem da velocidade, é uma flecha sem arco. Afinal, não há quem o acione na sua melhor característica. E dependendo de Ratinho para criação de jogadas, o meio de campo conduz a bola em vez de articular. Por tudo isso, o time não engrena, não se supera, não se impõe, não convence.      


Nos últimos cinco jogos (sem contar com o jogo-treino contra o São Paulo – 10 x 0), teve um empate (Cametá), uma vitória (Izabelense, que não contabilizei na coluna de ontem) e três derrotas (Cametá, Paysandu e Vilhena). Tomou 11 gols. Esses números dizem tudo. O Remo precisa ser repensado por Flávio Lopes e pelos dirigentes, se quiserem mesmo vê-lo subir à Série C.   
                                  


Corda bamba?      


Se empate com o Penarol/AM, já será bastante para desempregar Flávio Lopes, como vem sendo insinuado até pela cartolagem remista, isso significa que o técnico azulino está na corda bamba. Sendo assim, o jogo de domingo vai dizer qual é o nível de comprometimento do elenco com o chefe. Afinal, o emprego de Flávio Lopes está sendo colocado nas mãos dos jogadores. Isso será muito bom se o elenco quiser a permanência do chefe. Caso contrário, pior para o Leão Azul e melhor para o Penarol. E o nome de Edson Gaúcho vai ganhando força nos bastidores azulinos como opção.        


O alto comando do Remo, sempre tão parcimonioso nas atitudes, precisa ser mais ativo do que nunca. Além da carência de reforços, o elenco remista também precisa de cortes.                  

          

Ainda não dá para Alex William       


Recuperado clinicamente da lesão muscular, Alex William recomeça esta semana a preparação física e vai precisar de pelo menos 10 dias para ficar em condições de jogo. Isso significa que se a Série C começar domingo, o Papão vai estrear sem o seu articulador. Leandrinho, que vem treinando na função, é um meia que corre com a bola, enquanto Alex William faz a bola correr. E isso faz muita diferença num time que joga em velocidade e intensa movimentação, especialmente na chegada dos alas.         


Roberval Davino já disse que está trabalhando o time bicolor para duas condutas táticas e que a variação será feita conforme o adversário e as circunstâncias de jogo. Ele, mais do que ninguém, deve saber o que fazer. Mas o jogador mais próximo das virtudes de Alex William é Harisson, um dos maiores investimentos do Papão, que ainda não traduziu em futebol o cartaz com que chegou à Curuzu.                                

 


Série C no terreno das hipóteses        


São três as hipóteses para a Série C. Pode começar no próximo fim de semana sem os jogos do Rio Branco, cuja vaga é pleiteada na Justiça pelo Treze. Pode começar com todos os jogos, com vitória da CBF na Justiça sobre o Treze. Pode continuar amarrada pela liminar do clube paraibano. No início da noite de ontem surgiu uma informação de que o campeonato deve começar sexta-feira com Santo André x Oeste. Vejamos!         


As Federações de Pernambuco e Goiás lideram as articulações e pressões sobre a CBF e STJD por uma solução urgente. E as injunções estão voltadas para Brasília, na busca do desenrosco no Superior Tribunal de Justiça. Enquanto isso, o Treze, fora da rodada que hoje deve ser anunciada, resiste e ignora o risco de ser punido pelo STJD com multa e suspensão de todas as atividades futebolísticas por um ou dois anos.

 

 

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