22 de junho, 2012 - Belém

Remo terá de fazer meia volta ao mundo sem sair da Amazônia


 

Meia volta ao mundo sem sair da Amazônia      


Nas quatro viagens que fará na primeira fase da Série D, a Vilhena/RO, Rio Branco/AC, Itacoatiara/AM e Boa Vista/RR, o Remo vai percorrer mais de 22 mil quilômetros. Isso significa mais de meia volta ao mundo, sem sair da Amazônia. Serão cerca de 30 horas viajando, entre vôo, escalas e etapas rodoviárias. Dos cinco times do grupo, o Remo terá a maior maratona nos dois próximos meses. Atlético Acreano, Penarol/AM, Náutico/RR e Vilhena/RO estão separados por distâncias menores e vão sofrer menos.       


A empresa contratada pela CBF para tratar da logística da Série D não conhece a geografia amazônica. Como agravante, teve que agir às pressas na programação de viagens. Por isso, o Remo que poderia voar de Belém a Vilhena, via Cuiabá, terá que voar somente até Porto Velho e encarar cerca de 10 horas em 700 quilômetros de estrada. Esta que é a mais longa e pior das viagens de toda a Série D, está estimada para cerca de 24 horas, incluindo a escala em Brasília e o pernoite em Porto Velho. Vai ser uma odisséia apropriada para abrir a história de uma conquista. E é nisso que os remistas precisam pensar, antes de qualquer queixa. Afinal, o Leão já começa o campeonato sentindo claramente em que realidade está.                             

 


Caldo da Série C volta a ferver       


A crise parecia estar chegando ao fim, mas o caldo da Série C voltou a ferver, agora com o Treze/PB radicalizando. A CBF sofreu mais um grande desgaste com a resposta negativa do clube paraibano à proposta indecente de entrada pela janela na Série D, e pelo insucesso em nova investida na Justiça para cassação de liminar. Pior para Paysandu, Águia e os outros 18 clubes da Série C, que continuam sem saber quando iniciam a disputa.       


O Brasil de Pelotas também mantém sua luta na Justiça por vaga na Série C, mas vai jogar domingo pela Série D, contra o Arapongas. O Treze não está em série alguma.                                          

 


Pena social e tecnologia na arbitragem, as questões do dia      


Palestras de Paulo Schmitt e Arnaldo César Coelho, hoje, no encontro promovido pelo Tribunal de Justiça Desportiva produzem esclarecimentos ao público paraense sobre dois temas da maior relevância. A questão dos recursos eletrônicos para a arbitragem do futebol é uma questão recorrente, discutida a cada grande polêmica, do tipo 'a bola entrou ou não entrou', como já ocorreu na atual Eurocopa e no recente Parazão. Arnaldo vai nos trazer informações novas sobre a possibilidade de aprovação pela Fifa. Na Transação Disciplinar, a pena social, está um aspecto nobre de atitude, de exemplo e de apelo à reflexão.      

 

Quando um atleta é obrigado a doar 50 lençois a uma instituição filantrópica, como na pena aplicada pelo TJD (e não STJD, como escrevi ontem!) ao jovem Neto, do Paysandu, a Justiça Desportiva está dando ao atleta a oportunidade de experimentar uma atitude solidária, está beneficiando quem precisa do donativo e está permitindo à imprensa divulgar algo que serve de exemplo à sociedade. É o que o Paysandu faz hoje pela manhã (9h30) com uma visita de jogadores ao Hospital Divina Providência, em Marituba, a pacientes portadores de hanseníase. Na visita, além de solidariedade, os bicolores levarão donativos.            

                                   

Seel responde      


A coluna publicou ontem a queixa do presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes, pelos transtornos causados por dois meses de atraso no pagamento do convênio com a Seel destinado a bancar a logística do campeonato estadual. Hoje a coluna publica a resposta do secretário de esporte e lazer Marcos Eiró. Por email, ele diz: 'a verdade é que APESAR DE JÁ TERMOS PAGO a PRIMEIRA PARCELA, há tempos, a quando do pagamento da SEGUNDA PARCELA, por ordens superiores, tivemos que CANCELAR todos os empenhos, diante da dúvida em podermos continuar com convênios no ano eleitoral, ocasionando o cumprimento de novas metas contábeis, após a liberação legal, pelo TRE - Tribunal Regional Eleitoral, que se deu em sessão do último dia 19/06/2012'.       


Marcos Eiró assegura que a Seel está regularizando a questão burocrática para pagar a segunda parcela do convênio, e informa que 'na data de ontem (quarta-feira), logo cedo, ORDENEI incontinenti o pagamento da TERCEIRA PARCELA, a fim de colaborar com os clubes beneficiários do convenio, evitando, com isso, quaisquer problemas, enquanto fazemos os ajustes contábeis para pagamento da segunda parcela'.

 

 

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