19 de junho, 2012 - Belém

Tudo certo para Série D e mais ou menos para a C


 

Sinal verde para a Série D e amarelo para a Série C       


Como Rio Branco e Araguaina desistiram dos seus processos na Justiça Comum, o procurador do STJD, Paulo Schimit, disse ontem que a CBF está com sinal verde para iniciar o campeonato da Série D. O Treze mantém a ação que ainda trava a Serie C. Sinal amarelo! Se quiser, sob alerta, a CBF pode iniciar o campeonato sem os jogos do Rio Branco, cuja vaga é almejada pelo clube paraibano. Essa definição deve sair hoje.        


Clubes da Série D festejam desde ontem, com exceção do Gurupi/TO que anunciou desistência e pode ser substituído pelo Interporto. O Remo já funciona com planejamento para viajar a Rondônia e enfrentar o Vilhena no próximo domingo. No Paysandu e no Águia ainda não há certeza, mas hoje a CBF deve reafirmar a tabela da terceirona.                         

 


Papão vai estrear mesmo contra o Luverdense        


Dos bastidores da CBF vem a informação de que a ordem das rodadas será mantida na Série C. Isso significa que o Paysandu vai estrear mesmo em Belém, contra o Luverdense, e o Águia em Fortaleza, contra o Fortaleza, possivelmente no próximo domingo.         


CBF não precisaria mesmo apertar o calendário. A ideia de abrir o campeonato pela quarta rodada e encaixar os jogos atrasados nos meios de semana não fazia sentido. Afinal, pelo calendário original da temporada, a Série D acabaria dia 30 de setembro e a Série C no dia 7 de outubro. Portanto, nenhuma dificuldade para ajustar novas datas. Basta retardar o fechamento dos dois campeonatos, como deve ser confirmado. Se quiser, a CBF leva os dois campeonatos até o final de outubro. Já a Série B vai até o final de novembro e a Série A até o início de dezembro.                               

 


Parazão Centenário        


O próximo campeonato estadual terá suas três fases  disputadas em 15 estádios de 12 cidades, por 24 clubes. Futebol para o público das arquibancadas na 2ª divisão e na 1ª fase, e também para os telespectadores de todas as regiões do estado na fase principal, como também para internautas do mundo inteiro, nas transmissões ao vivo da TV Cultura. Hoje o Parazão tem toda essa dimensão, funciona na integração do Pará e movimenta cerca de R$ 13 milhões em 9 meses na economia regional. Mas começou, em 1908, como uma competição amadora em campo aberto, em São Brás. Foi impulsionado pela rivalidade Remo x Paysandu, a partir de 1914. E ganhou outros impulsos, como no final da década de 70 com a inauguração do Mangueirão, com a interiorização iniciada em 1998 e com as transmissões ao vivo pela televisão em 2000. Essa rica história do Parazão está resumida em 388 páginas do livro a ser lançado hoje pelo pesquisador Ferreira da Costa.        

 

O livro vai ser lançado hoje, 19 horas, na sede da Tuna. Motivo para reencontro de velhos amigos e resgate das melhores histórias do centenário Parazão. É o 15º livro de Ferreira da Costa, cujo trabalho eterniza ídolos e fatos, além de ligar o passado ao presente como base para o futuro do nosso futebol.         
                                


Glória de um baluarte     


Todos os que fazem o futsal remista estão de parabéns pelo título nacional sub 17. Em especial o baluarte Max Fernandes, um dirigente que arregimenta padrinhos para o clube, capaz de viabilizar receita (R$ 32 mil) para bancar a viagem e a hospedagem de 17 pessoas em Boa Vista, no campeonato. Nesse trabalho admirável, Max Fernandes tem ajuda direta do filho Max Júnior.      


Como campeão brasileiro da 1ª divisão, o Remo sobe à divisão de elite sub 17. Um feito expressivo, principalmente para um clube tão carente, pelos fracassos no futebol. A conquista do futsal torna-se ainda mais relevante pelo fato de 11 dos 12 campeões serem também do futebol azulino. Destaque para o artilheiro Igor, autor de 11 gols em Roraima. A exceção é Matheus, pivô na quadra e meia no gramado, que também era do futebol remista, mas passou para o Paysandu. Essa ligação direta do futebol com o futsal no Remo tem um nome: Neto, técnico das duas modalidades, um revelador de talentos.